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Você no azul: Consumismo infantil

As nossas atitudes influenciam profundamente na educação de nossas crianças

Marcela Kawauti (*) Publicado em 23/11/2015, às 16h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Você no azul: Consumismo infantil - Shutterstock
Você no azul: Consumismo infantil - Shutterstock
As propagandas, mesmo que não sejam de produtos infantis, sempre buscam falar com as crianças. Como criar filhos menos consumistas desse jeito?” 

P. H., por e-mail

É possível criar filhos menos consumistas, sim. Mas, para isso, é preciso entender que as nossas atitudes influenciam profundamente na educação de nossas crianças. As propagandas, sem dúvida, têm papel importante no consumo. Como elas são feitas de maneira direcionada aos pequenos, são atrativas e quase sempre conseguem atingir seu objetivo: atrair os olhares e os desejos dos nossos filhos. Mas, mais importante do que a publicidade, é o exemplo que damos às nossas crianças. Por não podermos evitar completamente o bombardeio de comerciais a que elas são submetidas, seja na televisão, no cinema, no shopping center ou na escola, as atitudes que tomamos ganham ainda mais importância como modelo do que deve ser feito. Em uma pesquisa recente, o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) apurou que quatro em cada dez mães já ficaram endividadas em decorrência de compras que fizeram para os filhos. Além disso, duas em cada dez admitem que dão a eles um padrão de vida superior ao do restante da família. Agindo assim, ensinamos que os pequenos podem ter tudo o que querem, mesmo que o orçamento não seja respeitado. A intenção é nobre: agradar a eles. Mas a lição que passamos é a de que vale gastar mais do que podemos para satisfazer nossos desejos. Para criar filhos menos consumistas, precisamos repensar os exemplos que damos. Ter uma vida financeira organizada, além de conversar sobre os limites do orçamento, dá a eles o modelo de um relação saudável com o dinheiro e os ensina que consumir demais pode ser prejudicial.



Ensinando o valor do dinheiro

A partir dos 5 anos, a criança começa a entender as questões financeiras. Comece dando uma pequena mesada ou semanada. 
No mercado, mostre que há diferenças de preços entre as marcas e que gastos não planejados pesam no valor final da conta. Introduzir esse tipo de informação no dia a dia é fácil e vai ajudar seu filho a desenvolver uma relação saudável com o dinheiro.



Só no Natal!

Ensinar a criançada a lidar com pequenas frustrações financeiras, como ter que esperar o Natal ou o aniversário para ganhar aquele presente especial ou dizer que o brinquedo que ele quer não cabe no orçamento da família, pode ser bom pra ele a longo prazo. Quando adulto, saberá lidar melhor com as próprias limitações financeiras.



* Marcela Kawauti  é formada em economia pela USP e tem mestrado da FGV. Com mais de dez anos de experiência, é economista-chefe do SPC Brasil e colaboradora do portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz.


Envie suas perguntas para Marcela Kawauti pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br


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