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Você no azul: Empreendedorismo

Quando decidimos abrir uma empresa, em geral somos encorajados por nosso interesses pessoais

Redação Publicado em 07/12/2015, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

dinheiro - shutterstock
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Tenho 51 anos e trabalhei por 25 numa empresa legal. Quando fui demitida, recebi R$ 200 mil de rescisão. Sempre sonhei em abrir uma lanchonete. Mas será que é uma boa ideia investir esse dinheiro no meu sonho, mesmo com a crise?”(C.C., por e-mail)

Pode ser uma boa ideia, sim, mas seu plano deve ser executado com cautela e de forma correta para você não perder esse dinheiro. Estamos passando por um momento delicado da economia, mas isso não quer dizer que as pessoas não consumam. Elas apenas compram menos do que nos anos anteriores. Isso deve ser levado em conta no momento de abrir um novo negócio, e incorporado ao planejamento. Aliás, planejamento é algo essencial para que o seu sonho vire mesmo realidade.
Você precisa levar em conta que ter uma lanchonete não requer apenas saber preparar lanches e sucos deliciosos. Além de escolher um bom ponto para atrair a clientela, é importante preparar a documentação, se preocupar com estoques, fornecedores, contratação 
de funcionários, atendimento às normas de vigilância sanitária etc. 
É necessário, portanto, se preparar para fazer uma gestão profissional do seu negócio. Há muito a aprender, e você pode contar com cursos gratuitos de boa qualidade, como os oferecidos pelo Sebrae (sebrae.com.br).Outra coisa: não podemos esquecer que o retorno financeiro pode demorar um pouco. Isso quer dizer que serão necessários alguns bons meses até que você recupere o dinheiro que investiu e comece, de fato, a ter lucros. Para que isso não comprometa suas finanças, é essencial estimar quanto tempo isso levará, já que, enquanto o negócio não der retorno, você precisará de outra fonte de renda para fechar as contas, tanto da lanchonete quanto da sua casa.

Gestão profissional

“Gosto muito de moda, então vou abrir uma loja de roupas” ou “cozinho muito bem, então vou montar um restaurante.” A afinidade ajuda na hora de escolher o segmento no qual investir, mas é sempre importante lembrar que ter uma empresa também significa lidar com funcionários, fazer planejamento financeiro, pagamento de impostos etc. 


Tudo em seu lugar 

É comum que o micro e pequeno empresários misturem as finanças da empresa com os seus gastos pessoais. Esse hábito pode ser muito ruim, pois fica difícil enxergar os pontos que merecem melhoria dentro da sua empresa, seja no corte de gastos ou na escolha de um fornecedor. Por isso, faça as contas pessoais separadas das contas da empresa.



Marcela Kawauti é formada em economia pela USP e tem mestrado da FGV. Com mais de dez anos de experiência, é conomista-chefe do SPC Brasil e colaboradora do portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz.



Envie suas perguntas para Marcela Kawauti pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br