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Você no azul: Hora de negociar a dívida

Renegociar o que você deve é sempre o melhor caminho

Marcela Kawauti (*) Publicado em 10/02/2016, às 16h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Hora de negociar a dívida - Shutterstock
Hora de negociar a dívida - Shutterstock
Estou devendo no cartão de crédito há três meses. Tentei negociar, mas disseram que a fase de conversas ainda não está aberta. E agora, o que fazer?”  

Z. M., por e-mail


Tentar renegociar a dívida é mesmo o melhor a se fazer. Mas, como a sua história demonstra, o credor não é obrigado a aceitar a sua proposta. Sendo assim, neste momento busque outras alternativas. A primeira é vender algum bem, como um carro ou uma televisão, ou arranjar uma forma de obter uma renda extra para conseguir o valor total e pagar de uma vez as contas que estão atrasadas. 

Caso não tenha como fazer isso, a minha sugestão é a portabilidade de crédito, que é quando a dívida passa de uma instituição financeira para outra. Funciona assim: você procura um banco diferente e tenta condições melhores (em geral, juros menores e maior número de parcelas). Se a instituição aceitar, ela salda a sua pendência e negocia com você um novo contrato. Um alerta: o novo banco quita a dívida com o anterior, mas isso não quer dizer que você está livre de pagar as novas parcelas em dia. Será um novo compromisso, com condições melhores, mas que também vai exigir um bom planejamento da sua parte para cumprir o acordo.

Por fim, é possível tentar a troca da dívida. Nesse caso, vá até o banco em que está devendo e tome um novo empréstimo para quitar o anterior. A vantagem é que dá para  trocar um empréstimo mais caro por um mais barato. Exemplo: você tem uma dívida no cartão de crédito com juros de cerca de 400% ao ano. Uma boa alternativa é tomar um novo empréstimo no crédito consignado, que tem juros de cerca de 30% ao ano. Aí você paga a dívida do cartão e fica com um débito novo, mais barato. Nesse caso, vale o mesmo aviso de antes: apesar das condições melhores, a nova dívida ainda exige determinação e disciplina para que você possa quitá-la sem atrasos.



* Marcela Kawauti é formada em economia pela USP e tem mestrado da FGV. Com mais de dez anos de experiência, é economista-chefe do SPC Brasil e colaboradora do portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz.


Envie suas perguntas para o e-mail anamaria@maisleitor.com.br