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Aos 58 anos, Cristiana Oliveira fala sobre etarismo: “Tô envelhecendo, sim, e aí?”

Para a eterna Juma Marruá, precisamos mudar a maneira de olhar para essa questão

Ana Mota, repórter de AnaMaria Digital Publicado em 02/06/2022, às 08h00

Para Cristiana Oliveira, etarismo é uma grande palhaçada. - Youtube
Para Cristiana Oliveira, etarismo é uma grande palhaçada. - Youtube

Cristiana Oliveira voltou a ser destaque com a estreia do remake de ‘Pantanal’. No auge de seus 58 anos, a primeira Juma Marruá conta em entrevista exclusiva para AnaMaria Digital que, há 10 anos, lida com essa “com essa palhaçada” de etarismo, ou seja, sofre preconceito por conta da idade. 

Em sua visão, esse tipo de pré-julgamento é algo desnecessário, simplesmente porque quem não envelhece, morre jovem: “Envelhecer é um privilégio e não adianta ofender alguém, e chamar de velha, se você vai envelhecer também. Você vai gostar de ouvir isso de uma forma pejorativa?”, questiona.

Além disso, ela defende que a pessoa não precisa se sentir ofendida ao ser chamada de velha: “Tô envelhecendo, sim, e aí? Mudar um pouco a maneira de olhar as coisas, sabe?”, confessa. Para Cristiana, a beleza da velhice está em passar para frente os ensinamentos de vida. “O que seria de nós se não houvesse o velho, que nos ensina?”, avalia, antes de dar sua opinião. “O jovem que for inteligente vai ouvir o conhecimento dessas pessoas.”

PANTANAL TATUADO NA PELE

Cristiana Oliveira relembra ainda que, inicialmente, estava escalada para viver a Muda da novela de 1990, mas que gostaria mesmo de interpretar a protagonista de ‘Pantanal’, Juma Marruá. “Negaram até o final, depois é que me deram porque eu quase ajoelhei, chorando, estou exagerando, mas cheguei e falei: Jayme [Monjardim - diretor da versão original] pelo amor de Deus, deixa eu fazer a Juma e ele negava”, contou.

Na visão do diretor, ela teria uma personalidade muito doce, e não seria “brava” o suficiente para viver a mulher-onça. “Eu falava: você não me conhece [...] você não sabe o meu outro lado”, lembra. A atriz ressalta ainda que, na época, não existia nenhum tipo de workshop de preparação do elenco, a não ser que fosse alguma produção de época.

Para Cristiana, a personagem foi um conjunto de fatores que deram certo: “Acho que houve uma simbiose, uma troca que eu não soube explicar. [...] Era para ser.” A história marcou tanto que está tatuada em sua pele. “Sabe a abertura da novela, escrito ‘Pantanal’? Eu tatuei em homenagem à novela, mas também porque sou embaixadora da [ONG] SOS Pantanal”, conta.

VEJA A ENTREVISTA COMPLETA: 

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