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Arlete Salles sobre “Além da Ilusão’: “Combater o machismo é importante”

Arlete Salles fala sobre participação em ‘Além da Ilusão’ e lembra bastidores de ‘Lua Cheia de Amor’

*Marcos Michalak, colunista de AnaMaria Digital / Colaborou: Vivian Ortiz Publicado em 05/06/2022, às 14h30

Enrico (Marcos Veras) e Santa (Arlete Salles) em 'Além da Ilusão'. - TV Globo
Enrico (Marcos Veras) e Santa (Arlete Salles) em 'Além da Ilusão'. - TV Globo

Arlete Salles dá vida à personagem Santa Figueiredo, uma mulher em busca de diversões com novinhos na trama das 18h da TV Globo, ‘Além da Ilusão’. Autêntica e cheia de vitalidade, ela é mãe de Julinha (Alexandra Richter) e sogra de Constantino (Paulo Betti), com quem tem uma relação de gato e rato.

Após ficar viúva, Santa começou a viver a vida com o objetivo de torrar todo o dinheiro deixado pelo marido com novos companheiros a cada dia. Se isso já seria escandaloso hoje, imagina nos anos 1940?

Para a atriz, não ligar para o machismo e combatê-lo em qualquer época é muito importante. “Mas entendo que era um tempo mais difícil de identificá-lo, pois ainda não tínhamos toda essa consciência de hoje”, avalia Arlete, em entrevista exclusiva para AnaMaria Digital.

A personagem acabou ficando noiva de Enrico (Marcos Veras), um jovem falido e bon vivant, que vive atrás de uma mulher rica para aplicar o golpe do baú. Na visão da atriz, histórias como a de Santa só fortalecem a ideia de que mulheres mais velhas não podem se relacionar com homens mais jovens. “Quando, na verdade, o amor não deveria estar nesta dependência”, avalia. 

CORRE CORRE PARA FAZER NOVELA

Arlete Salles ainda relembra sua participação na novela ‘Lua Cheia de Amor’, de 1990, disponível no GloboPlay desde o final de maio. Na história, ela interpretou Quitéria, que era mulher de Jordão (Carlos Zara) e mãe de Olívia (Carol Machado). Odiava, porém, o próprio nome e gostava de ser chamada de Kika Jordão, como nas colunas sociais. 

Laís (Susana Vieira) era seu maior exemplo, e realmente quem gostaria de ser. Tudo que a perua aprendeu de elegância e “finesse” foi em cursos, querendo entrar para a alta sociedade. “É o típico caso de nova rica sem senso de ridículo”, lembra Arlete.

Ela conta gravou a novela em condições bem extraordinárias, pois, na época, estava no elenco da peça de teatro “A Partilha”, ao lado de Susana Vieira, Natália do Vale e Thereza Piffer e, juntas, viajavam o mundo.

“Foi um momento muito rico e importante da minha carreira e, em meio disso tudo, chegou o convite da novela. Lembro de falar que só poderia gravar em alguns dias da semana - segunda, terça e quarta - e que, de quinta em diante, não era nem pra ligar pra mim. E fui fazer”, conta.

Ela afirma ter um grande carinho pela personagem. “A Kika fazia muito sucesso, mas eu nem percebia, pois ficava correndo de um lado e pro outro com o espetáculo, absolutamente envolvida com a nossa "Partilha", e também envolvida com a Kika Jordão, mas envolvida só no plano profissional, porque eu não sabia na rua o que estava acontecendo, só depois qye percebi o sucesso que fazia com o público”, conta.

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