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Vilão em ‘Salve-se Quem Puder’, Daniel Satti comenta sua trajetória em exclusiva

Em exclusiva à Revista AnaMaria, Daniel Satti contou sobre a importância de seus personagens

Karla Precioso Publicado em 26/06/2022, às 14h30

Daniel Satti interpretou o vilão donato em ‘Salve-se Quem Puder’ - Instagram/@danielsatti
Daniel Satti interpretou o vilão donato em ‘Salve-se Quem Puder’ - Instagram/@danielsatti

Depois de viver o vilão Donato, em ‘Salve-se Quem Puder’, na Globo, Daniel Satti voltou ao ar pela Netflix com o sucesso ‘Carrossel’, novela originalmente exibida pelo SBT: “Estamos atingindo, literalmente, outra geração de crianças e adultos ao transmitir mensagens de amor, solidariedade e vários outros valores fundamentais”, fala com orgulho. Além de celebrar a volta da trama, Satti foi premiado pelo seu trabalho no curta ‘Entre Olhares’.

Neste ano, o ator estará em papéis bem distintos no cinema. Vai atuar em ‘Amor, Confuso Amor’ e ‘O Faixa Preta - A Verdadeira História de Fernando Tererê’. No teatro, protagoniza o espetáculo O Homem Mais Inteligente da História. Na telinha? Vem muita coisa nova ainda também. Você não perde por esperar!

Confira a entrevista na integra

Você estará no filme Amor, confuso amor. O que pode comentar sobre o projeto?

Interpreto Jorge numa trama misteriosa que retrata a história de um homem confuso que vaga entre a sua imaginação e a realidade, e tem como pano de fundo a comédia e um drama psicológico. É um lindo projeto.

No filme Faixa Preta você interpreta o treinador de jiu jitsu Alexandre Paiva. Como é a experiência de levar para a ficção alguém “real”?

A vida desse lutador é praticamente um roteiro pronto de tão fantástica. Meu personagem tem uma grande e importante missão nessa linda história de superação. Taí uma  experiência que acho incrível e surreal: dar vida no audiovisual a alguém que ainda está vivo na vida real.

A trama Carrossel, exibida atualmente na Netflix, aborda valores fundamentais deixados de lado na sociedade atual...

Sim, me senti designado para uma missão de mostrar que tudo é possível de se colocar o amor... A união e o relacionamento em primeiro lugar! Tive a sorte de interpretar um personagem que eu via que as pessoas tinham muita identificação. Era como se eu olhasse à minha volta e visse um monte de gente com os seus inúmeros desafios e fosse pegando um pouco de cada um para me inspirar e construir o personagem. Ficou claro que, mesmo diante de tantas adversidades, é possível encontrar um equilíbrio e reverter a situação. 

A novela vem conquistando uma nova geração de crianças. Muitas nem haviam nascido durante sua exibição original. Como você encara esse revival do frisson causado nas crianças?

É gratificante demais. Depois de quase dez anos, se torna ainda mais especial, afinal, estamos atingindo, literalmente, como você bem colocou, outra geração de crianças e adultos ao transmitir mensagens de amor, solidariedade e vários outros valores e princípios fundamentais. Me sinto cumprindo uma importante missão.

O Viriato, de Novo Mundo, e o Donato, de Salve-se Quem Puder, da Globo, são personagens que deram muita visibilidade, mas você revelou que Frederico, de Carrossel, é o mais marcante. Por quê?

Todos esses personagens têm a sua importância e são relevantes. Mas entendi que o Frederico Carrilho teve uma penetração maior, em função de atingir o público com mais abrangência, encantando a crianças e adultos, carregando uma trajetória marcante por meio do exercício da empatia, coragem, tolerância e compreensão.

Em entrevista, você também já disse: “Hoje em dia, existe muita discussão perdida em cima de identidade de gênero”. Como assim?

Todos somos indivíduos, cada qual com suas características e especificidades, com uma história pessoal, bem própria e íntima, inclusive, espiritual e energética, uma bagagem que só pertence a cada um mesmo. Diante disso, o que diz respeito ao outro, pertence ao outro e, se não invade o meu espaço, não me prejudica, não interfere em nada na minha vida, o que tenho eu com isso? Me interessa o ser humano em si, com seu caráter, personalidade e valores. É muita perda de tempo e energia ocupar a mente com questões tão particulares dos outros e que não farão a menor diferença na minha vida e na de ninguém.

Considera a sociedade ainda muito preconceituosa?

Sim, extremamente preconceituosa. E isso é um imenso desperdício de energia. Precisamos julgar menos e abraçar mais, sermos mais amorosos, compreensivos, tolerantes, empáticos... humanos mesmo! Somos amor puro, só precisamos assumir e aceitar.

Onde Daniel Satti encontra a paz? 

Lendo, meditando, observando, descansando. E aplicando tudo isso, me fazendo sentir melhor, com sensação de preenchimento, consciência lúcida e dever cumprido.

E o que o tira do sério? 

Injustiça, falta de noção e de senso.