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Adolescentes e eletrônicos: saiba como driblar o uso excessivo de telas

As novas gerações consomem muita tecnologia e, por isso, é necessário atenção

*ROBERTA CERASOLI, colunista de Você e a Garotada, na AnaMaria Publicado em 25/07/2021, às 14h30

Filhos e telas: saiba como driblar o uso constante - Unsplash
Filhos e telas: saiba como driblar o uso constante - Unsplash

"Meu filho tem 12 anos e não sai do celular - isso piorou muito na pandemia. Como limitar o tempo de uso?", Z. G., por e-mail.

O uso excessivo de telas pelas novas gerações veio para ficar e promete cobrar um preço caro na vida desses futuros adultos. Mas muita calma nessa hora, afinal, não são só os adolescentes abusando das telas. Crianças e até bebês estão sofrendo com o excesso de eletrônicos. 

E, sim, isso piorou com a pandemia. Você sente-se culpada por não conseguir dar limite? Teme por tanta exposição nas redes sociais e os perigos que vêm com a internet? Mais uma vez: a melhor e mais eficaz forma de proteção é o diálogo. 

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o não uso de telas até os 2 anos de idade. Depois disso, também não é um liberou geral. A batalha contra esse mundo virtual começa na infância. As crianças hoje quase não brincam mais, acham tudo um grande tédio. Incentive brincadeiras sem telas. Jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, jogo da memória e outros.

Até o sedentarismo das novas gerações aumentou consideravelmente. A qualidade do sono deles também piorou pela exposição à luz do celular antes de dormir. 

E a questão com o adolescente é mais complexa. Você já ouviu falar de sexting? É um termo em inglês sobre o ato de enviar fotos (nudes), vídeos ou mensagens de cunho sexual por meio digital. Esse conteúdo, trocado entre adolescentes, pode rapidamente cair em mãos erradas e, inclusive, viralizar, causando consequências graves.

A questão é: desconectar-se é possível? Por exemplo, você manda seu filho largar o celular com seus olhos vidrados na tela do seu aparelho? Desconecte-se também. 

Abra o caminho com essa desconexão para outro tipo de conexão: aquela fundamental com seu filho, usando o exemplo como ferramenta. Sua atitude, certamente, é fundamental para o sucesso do processo.

CONTATO COM A NATUREZA
Você já ouviu falar em Transtorno do Déficit de Natureza (TDN)? O termo foi criado por Richard Louv para descrever o impacto negativo da falta da natureza na vida das crianças. Pesquisas confirmam que o contato com a natureza traz benefícios à saúde. Por isso, priorize os passeios ao ar livre e, de quebra, reduza o tempo em frente às telas.

SINAL VERMELHO
O uso excesso de telas pode causar irritabilidade, ansiedade, depressão, hiperatividade e problemas no sono. Sinalize seu filho sobre isso. A questão não é o uso dos equipamentos, e sim a falta de equilíbrio com outras atividades fora das redes. 

*ROBERTA CERASOLI (@adolepapo) é jornalista, roteirista, mãe de duas adolescentes e criadora do AdolePapo, site e página no Instagram e Facebook dedicada às mães e aos pais que buscam atravessar a fase da adolescência dos filhos com leveza, equilíbrio e acolhimento.