Cama compartilhada com os filhos pode ser saudável, sim!

Cama compartilhada com os filhos é saudável? Saiba aqui

domingo 14 julho, 2019
A cama compartilhada é a indicada após o primeiro ano de vida
A cama compartilhada é a indicada após o primeiro ano de vida Foto:Banco de Imagem/Getty Images

“Meu filho de 4 meses dorme junto comigo no mesmo quarto. Mas a família me critica e diz que estou prejudicando o desenvolvimento dele. Sinto que assim o protejo. Estou errada?” U. R., por e-mail

De todos os mamíferos, o bebê humano é o que mais demora para andar e se alimentar sozinho, mas é o primeiro a ficar separado do corpo da mãe em um quarto escuro. No útero ele está em contato com o calor do corpo dela, ouve seu coração, seus movimentos de respiração... Se sente protegido! 

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Já por conta do espaço limitado, principalmente nas últimas semanas da gravidez, se torna difícil ele se esticar e, então, permanece ali encolhido (e acolhido) naquele ‘ambiente’ quente. Mas, assim que nasce, o que fazemos? O colocamos sozinho no quarto.

Afinal, aprendemos que é isso que devemos fazer e nem questionamos se é a melhor opção. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o bebê durma, sim, no berço, porém no quarto dos pais pelo menos até o sexto mês de vida. Isso ajuda a reduzir os índices da Síndrome da Morte Súbita do Lactente. 

Outras medidas devem ser tomadas: colocá-lo para dormir de barriga para cima, não colocar cobertor, travesseiro, almofadas ou protetor de berço, pois esses objetos podem causar asfixia. A cama compartilhada é a indicada após o primeiro ano de vida, onde ele desenvolverá reflexo para mudar de posição caso se sinta sem ar. 

Não é incomum que a criança mais velha peça para ficar na cama dos pais – e não há mal nisso. E adoramos dormir perto dos filhos. Pra quê, então, privar a criança desse contato? Às vezes, ela pode estar num período difícil e não percebemos.

Esse acolhimento é essencial para que se sintam protegidos. Crianças seguras acabam indo sozinhas para a cama delas na hora certa. Para que isso ocorra de forma natural, é importante que o quarto dela seja um ambiente agradável e acolhedor.

PRISCILA COGHI Neuropsicóloga formada pela USP, com especialidade em diagnóstico psicológico infantil, ludoterapia e orientação aos pais, pelo Ciclo CEAP, e em clínica com bebês pela PUC – COGEAE. É também doula e educadora perinatal pelo GAMA. www.priscilacoghi.com.br

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