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Ele acha delicioso... E é um perigo!

Como proteger seu baixinho do excesso de sódio contido em vários alimentos que a criançada simplesmente adora

Cíntia Marcucci Publicado em 24/09/2015, às 14h30 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

SHUTTERSTOCK - FILHOS 987
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Responda com sinceridade: sua compra tem menos frutas e verduras e mais produtos prontos? Não precisa ter vergonha de dizer que sim. Isso ocorre em grande parte dos carrinhos de supermercado do Brasil. Claro que há dias em que é impossível cozinhar, e as opções industrializadas quebram um bom galho. Para que essa praticidade não prejudique a saúde, é preciso ficar atenta à quantidade de certos nutrientes que alguns produtos contêm. O açúcar e as gorduras já estão na mira de quem quer se cuidar, mas tem um que nem sempre recebe a devida atenção: o sódio. Muitas pessoas o associam apenas ao sabor salgado, mas a verdade é que ele está presente em quase todos os alimentos, inclusive nos doces. 
“O sódio é importante para nosso bem-estar, pois, entre outros benefícios, ajuda na liberação de substâncias que garantem o bom humor”, explica a nutricionista Mirtes Stancanelli, do Instituto Lado a Lado. A questão é que é fácil extrapolar os limites saudáveis de ingestão do nutriente, principalmente entre as crianças. Entenda por que e proteja a saúde da sua família.

Por que é tão tentador

De um jeito exagerado, dá para dizer que o sódio cria um círculo vicioso no organismo: quanto mais comemos, mais precisamos comer. Com o tempo, o consumo excessivo gera aquela sensação de que toda comida está sem gosto, “sem sal”. Para nós, que somos adultos, já é difícil compreender isso e controlar a vontade de beliscar algo carregado no sal. Para as crianças, que dependem das escolhas que a família faz, é mais complicado ainda. Afinal, por que o salgadinho, tão gostoso, faz mal? 
“O segredo está em explicar que comer essas coisas de vez em quando, uma vez por semana, não é prejudicial. Mas, todos os dias, cria um mau hábito que fica cada vez mais difícil de ser mudado”, diz Mirtes. A questão é importante, pois todos aqueles problemas relacionados ao excesso de sódio que costumamos associar a pessoas mais velhas – pressão alta, infarto, inchaço – podem aparecer antes dos 20 anos se a criança desde cedo tiver uma alimentação muito focada nos produtos industrializados ou na comida muito salgada.

Onde está o vilão

O consumo máximo diário de sódio é de 2 g por dia (2 mil mg). É fácil ultrapassar essa quantidade. Veja só:

Macarrão instantâneo com tempero: 2.721 mg de sódio em 85 g (1 pacote)

Macarrão instantâneo sem tempero: 1.198 mg de sódio em 80 g (1 pacote)

Frango empanado: 759 mg de sódio em 130 g (1 filé)

Salsicha: 551 mg de sódio em 50 g (1 unidade)

Hambúrguer bovino: 567 mg de sódio em 80 g (1 1/2 unidade da versão congelada)

Biscoito de polvilho: 270 mg de sódio em 30 g (cerca de 10 unidades)

Biscoito cream cracker: 230 mg de sódio em 30 g (6 unidades)

Nuggets de frango: 742 mg em 130 g (5 unidades)

Salgadinho de milho: 177 mg de sódio em 25 g(1 1/2 xícara)

Lasanha congelada bolonhesa: 1.734 mg em 325 g (1/2 lasanha)

Achocolatado pronto: 130 mg em 200 ml (1 copo)

Bolacha recheada de chocolate: 100 mg em 3 biscoitos

Catchup: 89 mg em 1 colher de sopa

Acerte na medida

Invista nos alimentos frescos e cozinhe sempre com pouco sal. Se o tempo está curto, tente fazer quantidades maiores e congelar, como cozinhar todo o pacote de feijão de uma vez. Dá para levar ao freezer sem tempero e refogar na hora de comer. Cuidado com o saleiro de mesa. Acostume-se a dar apenas uma virada em cima da salada, não vários chacoalhões. E tudo bem comer pizza, hambúrguer ou cachorro-quente de vez em quando. Pense em fazer esse tipo de refeição apenas uma vez por semana. A melhor parte é que esse vai se tornar um dia especial! Você pode procurar receitas diferentes com as crianças e combinar de prepará-las no sábado à noite. Como esse é um momento mais tranquilo para a família, todos podem participar.