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Empoderamento infantil: 8 passos para tornar as crianças mais confiantes e empáticas

Descubra como deixar seu filho confiante e cheio de atitude positiva

Raquel Borges Publicado em 28/05/2022, às 08h00

Educadora parental reuniu dicas em entrevista à AnaMaria - Freepik/pvproductions
Educadora parental reuniu dicas em entrevista à AnaMaria - Freepik/pvproductions

Como plantar a sementinha do empoderamento na cabeça da criança? Muitas vezes, referências maternas e paternas não bastam para explicar aos pequenos que os direitos e deveres são iguais para todos. Por isso, conversar de maneira franca, aberta e lúdica com as crianças é tão importante.

Foi o que fez a educadora parental e autora do livro ‘As Princesas Encaracoladas’, Claudia Kalhoefer: “Ter a autoestima elevada é muito benéfico, pois quando você se ama, se aceita do jeito que é. A criança se sentirá bem consigo mesma e terá uma atitude segura, confiante e positiva. Quando adulta, terá equilíbrio emocional para não se abalar com as opiniões destrutivas dos outros e habilidade de tomar decisões”.

“A construção da autoestima infantil deve começar na primeira infância. A partir dos cinco ou seis anos, a criança começa a ter noção de como é vista pelos outros. Falar que o cabelo da minha filha era bonito não ia melhorar a baixa autoestima e a inferioridade que ela estava sentindo, na época com 4 anos e meio. Foi por isso que resolvi escrever o livro infantil. Usei a forma lúdica para chamar a atenção dela, para se conectar e ficar imersa na história. E funcionou! Hoje ela ama seus cachos”, revela.

1. PASSOS PRECIOSOS

Ensinar as crianças sobre a diversidade e o respeito é essencial para o empoderamento infantil. “Os pais precisam ensinar aos filhos que cada indivíduo é único, com habilidades, limitações, vivências e experiências únicas. A escola também tem um papel importante de trabalhar a diversidade entre os alunos. É importante que as crianças compreendam e reconheçam as diferentes culturas, raças, etnias, idades, gêneros, condições físicas etc.”.

2. RESPEITO

“As crianças devem aprender a respeitar e conviver com as diferenças. Converse bastante sobre isso e mostre que o respeito à diversidade é uma prática positiva”.

3. PROMOVA A INTERAÇÃO ENTRE AS CRIANÇAS

“Quando as crianças brincam de forma lúdica, elas não ligam para as diferenças, não fazem distinção. Para elas, o que importa é a diversão e a amizade”.

4. EDUCAR PELO EXEMPLO

“Se você não quer que seu filho seja preconceituoso, eduque-o pelo exemplo. Não seja um adulto preconceituoso, simples assim”.

5. NÃO REFORCE ESTEREÓTIPO DE GÊNERO

“Não ensine a criança que a cor rosa é só para as meninas e a cor azul para os meninos. Que menino não chora, que menina tem que ser princesa... Ela pode ser o que ela quiser… E ele também!”.

6. O MESMO SE APLICA AO RACISMO

“A criança não nasce racista, ela aprende com o meio em que ela vive. Portanto, eduque a sua criança pelo exemplo e fique atento aos educadores, às pessoas que convivem com seu filho, se os mesmos não cometem práticas racistas”.

7. BUSQUE EXEMPLOS DE REPRESENTATIVIDADE

“É importante a criança se sentir representada, se identificar com um universo específico, seja na cor, no cabelo, uma deficiência. Mostre para ela pessoas reais ou personagens de um livro infantil que, apesar das adversidades, são pessoas bem sucedidas e que alcançaram seus objetivos”.

8. VALORIZE A BELEZA INDIVIDUAL

“Ensine a criança sobre beleza e aceitação, a gostar de si mesma do jeitinho que ela é. Que cada um de nós tem a sua beleza única. Precisamos ensinar também sobre a beleza interior, sobre o ser gentil, empático, solidário, amoroso, honesto. Tais valores são essenciais.

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