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Eu prometo que em 2016...

Confira orientações de especialistas para conseguir cumprir as promessas que fazemos todos os anos com relação às nossas crianças, mas que perdem força e acabam ficando esquecidas

Patricia Gebara Publicado em 02/02/2016, às 16h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

1003 - shutterstock
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...não gritarei 
O diálogo é o ponto mais importante de qualquer relação. Muitas vezes, o que acontece é uma verdadeira disputa para ver quem grita mais alto. E, no final, pode ter certeza que ninguém será beneficiado. O máximo que conseguimos nos comunicando com nossos filhos aos gritos é fazer com que eles reproduzam esse comportamento. Tudo bem que as crianças testam a gente o tempo todo, mas não vale a pena cair nessa armadilha. Na hora em que vier aquela vontade de berrar, respire fundo, conte até dez e recomece a conversa. Vale até sair para tomar um ar, se achar que vai estourar. É importante deixar claro para eles que não dá para resolver nada aos berros. 

..não vou tirá-lo do castigo antes da hora
Se você já conversou, conversou e nada resolveu, o castigo pode ser uma alternativa. Se optou por ele, seja forte e cumpra a promessa, caso contrário você perderá credibilidade! Mas, antes de aplicar a punição, explique com calma os motivos e mostre que, se ele agir de maneira diferente, vocês dois vão ficar satisfeitos. É fundamental dizer que há limites que precisam ser obedecidos. 
A psicóloga Raquel Benazzi dá uma dica:  “Em vez de colocá-lo num castigo qualquer, por exemplo, um dia sem televisão, procure mostrar a ele a consequência de sua ação. Ou seja, faça com que a criança vivencie o resultado que aquela atitude provocou. Se ela quebrar algo, mostre que ficou chateada e, com supervisão, peça que limpe. Você também pode dizer que parte da mesada dela vai para comprar outro objeto”, sugere.

...não vou comprar só porque ele está dando piti na loja
Muito cuidado com essa situação para não cair em armadilhas. É preciso confiar no que está fazendo! Fique na altura da criança, olhe nos olhos dela e fale, num tom de voz firme, que não está gostando da atitude dela. Caso o pequeno não se acalme, você pode contê-lo – sem machucar! – e dizer que irão embora da loja, pois assim não dá para conversar nem resolver a situação. No momento em que ele baixar a bola, converse, ajudando-o a entender o motivo de ter agido assim e a nomear o sentimento que teve. Também e bom mostrar a ele a consequência dessa atitude: ficar sem o que queria e ainda voltar pra casa mais cedo, pois preferiu fazer birra em vez de conversar.

...me esforçarei mais na hora das refeições
Não dá para se alimentar na frente da TV e comer só besteira. Se você deixar seu filho consumir o que quiser e na hora que bem entender, no futuro isso pode ser um problemão. Mostre a importância de comer de maneira saudável e à mesa. Diga a ele que nem tudo na vida será da forma como imagina e explique os motivos das regras impostas por vocês. Ah, mas não adianta encher o prato dele de alface se você se entope de salgadinho e refrigerante. A família deve dar o exemplo! A ideia de que a criança só come se for do jeito dela só existe porque houve espaço  dos pais para esse comportamento.

...faremos mais programas juntos
Essa promessa é importante tanto para os adultos quanto para as crianças. Estamos cada vez mais propensos a ficar em casa atrás de uma tela que não proporciona interação nenhuma. Uma boa forma de mudar esse hábito é a família criar uma regrinha de, juntos, decidirem sempre o que vão fazer ao longo do mês. Aproveite para chamar algum amiguinho ou familiar da mesma idade, eles costumam adorar! Além de contar pontos para o desenvolvimento intelectual dos pequenos, ir ao cinema e ao teatro, visitar museus, exposições e parques diferentes ajuda a aproximar a família. 

... conversaremos mais sobre sexo 
Ainda que seja difícil para vocês, esse é um tema que deve ser abordado em casa, sempre respeitando a idade dos filhos. O melhor é esperar que o pequeno se interesse pela informação. Quando ele perguntar ou comentar algo com vocês, estejam preparados para falar abertamente, sem tabus. A dica é responder com naturalidade e apenas ao que ele perguntar, sem se antecipar. 
Uma criança que cresce falando sobre sexo em casa com a família tem informações para lidar com a sua sexualidade no futuro de forma bem tranquila e, principalmente, muito mais segura.

...farei com a que hora de dormir seja mais tranquila
É normal a criança querer ir para a cama dos pais à noite, mas o hábito deve ser cortado o quanto antes, pois com o passar do tempo a tendência é ficar mais difícil. De vez em quando, não tem problema dormirem todos juntos – é legal fazer isso no final de semana! Mas o casal precisa preservar sua privacidade e a criança deve entender isso. Caso seu filho vá para o seu quarto, acolha-o com carinho, mas leve-o de volta na hora e tente entender os motivos de ele buscar os pais. Converse e fique junto até adormecer, mostrando todo o seu apoio. 








Fontes: Raquel Benazzi, psicóloga do grupo terapêutico Núcleo Corujas, e Maycon Souza, psicólogo,  ambos de SP.



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