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Meu filho não para de aprontar, o que fazer?

Em Além do Tempo, a personagem Felícia, interpretada por Mel Maia, não dá um minuto de sossego para a família. Seu filho também é levado? Descubra até que ponto aceitar tal comportamento e aprenda a lidar com a situação

Ana Bardella Publicado em 23/10/2015, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

capa - Selmy Yassuda
capa - Selmy Yassuda
Felícia, interpretada por Mel Maia, de 11 anos, está sempre armando uma confusão diferente. Além de fazer de tudo para provocar a irmã mais velha, Bianca (Flora Diegues), não perde a oportunidade de desacatar as ordens da mãe, Salomé (Inês Peixoto). No fundo, a garotinha não age assim por maldade. Mas, por não se sentir à vontade seguindo as regras de etiqueta impostas em casa, acaba deixando o jeito moleca falar mais alto – para desespero das mulheres de sua família!
As travessuras dela já arrancaram boas risadas do público, mas a verdade é que, dentro de casa, os pais não ficariam tão felizes com esse tipo de comportamento. Seu filho tem agido de maneira parecida? Entenda por que e saiba como lidar com ele!

"Meu pai sempre cobra bastante, e é um cara maneiro. Mas não é tão bonzinho como o da novela. A minha mãe é muito parceira. Conversa comigo e com a minha irmã, dá conselhos bacanas. Mas é muito brava! Quando briga, vale mais do que castigo" (Mel Maia, atriz)

3 dúvidas sobre limites entre pais e filhos

1) Por que o filho desobedece aos pais?

O psicólogo Maycon Souza explica que desde a infância os seres humanos querem superar os limites impostos. “Se a mãe diz ao filho que ele não pode sair para brincar depois das 18h, por exemplo, provavelmente ele vai tentar dar uma esticadinha na rua para testar os limites e perceber aonde pode chegar”, diz. Além disso, quando a criança é submetida a estresse em casa ou na escola, isso pode refletir no seu modo de agir, deixando-a mais agressiva. Existem também alguns transtornos, como o de hiperatividade, que podem interferir na maneira de ela ser.  

2) Qual o momento em que a bagunça passa do ponto?

Todos somos de um jeito: uns mais calmos, outros esquentados... Com os pequenos não é diferente, e ninguém melhor do que os pais para identificar quando há algo de exagerado nesse comportamento. Travessuras e teimosias se tornam mais comuns com a idade, sobretudo na pré-adolescência. “Mas isso não pode afetar a vida social. Se as reclamações dos professores são frequentes e até mesmo as amizades acabam prejudicadas, é sinal de que os pais precisam procurar a ajuda de um profissional”, alerta a psicóloga Jacqueline Antony. Afinal, nem os colegas aguentam um pestinha o tempo todo, né? Cansa mesmo!


3) Qual deve ser a atitude dos pais nessa situação?

Quando uma criança apronta, vem o instinto de se exaltar e elevar o tom de voz. Mas a especialista avisa: este nem sempre é o melhor caminho. “Na maioria dos casos, o ideal é conversar, se aproximar e entender por que ele está agindo dessa forma”, diz. É importante que o pequeno enxergue nos pais a figura de pessoas que o acolhem e estão abertas ao diálogo, e não somente aplicam punições e castigos a cada vez que elas fazem algo de errado. Em compensação, é preciso que entenda e saiba respeitar os limites impostos pela família, “pois, se perceber que pode burlar sempre as regras, a tendência é que a criança passe a respeitá-las cada vez menos”, explica Maycon. Buscar o equilíbrio emocional e chamar a atenção sem magoar é o caminho mais apropriado para as situações de desobediência dos filhos. 

Quando a briga é entre irmãos... 

No caso de Felícia, as discussões com a irmã são frequentes. Apesar da diferença de idade, uma vive provocando a outra. Tanto que Bianca faz de tudo para convencer seu pai a colocar a pequena em um colégio interno! “Cada filho tem sua personalidade. Cabe aos pais respeitarem as diferenças e analisarem as situações individualmente. Nem sempre o menos responsável merece levar a bronca todas as vezes”, explica Jacqueline.