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Na escola eles são uns anjinhos, já em casa...

O comportamento dos filhos pode mudar de acordo com o ambiente, e isso não é um problema. Aprenda a lidar com essa questão

Karina Fusco Publicado em 01/10/2015, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Filhos anjinhos na escola - Shutterstock
Filhos anjinhos na escola - Shutterstock
No colégio, elas não dão o menor trabalho, obedecem à professora, fazem as atividades sem reclamar e ajudam os colegas. Mas em casa nem parecem as mesmas crianças: desobedientes, questionam tudo o que os pais falam, enrolam pra terminar a lição e ainda vivem em pé de guerra com os irmãos. Você já deve ter ouvido falar de crianças assim, e o fato de elas terem comportamentos diferentes em casa e na escola deixa os pais bem confusos. Aí surgem questionamentos como: “Isso é normal?”, “será que não estou educando direito?”, “como deixá-lo tranquilo também em nossa casa?”
Segundo a psicopedagoga Debora Corigliano, de Campinas (SP), isso ocorre porque nesses dois ambientes as formas de comando são diferentes. “Na idade pré-escolar é mais frequente esse tipo de comportamento, mas pode ocorrer também na adolescência”, afirma.

Regras são regras

Uma rotina bem estabelecida, com horários determinados, assim como ocorre na escola, é essencial para garantir um equilíbrio melhor no comportamento dos pequenos. De acordo com a psicóloga Cristiane Alves Lorga, do Instituto Terapia Sistêmica de São José do Rio Preto (SP), os pais devem  observar o dia a dia da família para entender o que pode estar por trás de tanta teimosia. Isso vale, por exemplo, para a hora que ele quer usar o computador, ver TV ou ir à casa de um amiguinho. “Quantas vezes ele precisa pedir para vocês deixarem? Se for cinco vezes, ele aprende que mesmo que vocês neguem seu pedido nas primeiras tentativas, na quinta acabam cedendo. O retorno do ambiente é que vai modelar o comportamento da criança”, explica. Então, a melhor saída é conversar, deixando que ela demonstre seus sentimentos. Depois, é negociar e organizar melhor a rotina.

Nota 10 também em família

1) Pai e mãe devem falar a mesma língua, ou seja, se um disse que usar o computador é só depois da lição, o outro não pode contrariar.

2) Mantenha coerência nas regras. Se ficou combinado que ele pode ficar no parque até as 17h, o horário deve ser cobrado e cumprido. Os pais não podem deixar um dia até as 17h, outro até as 20h, sem que haja uma explicação para isso.

3) Deixe a criança expor suas ideias e fazer pedidos. Por exemplo, se ela já acabou a lição e pedir para assistir TV nos 15 minutos que faltam para o jantar, não há problemas. Tudo bem ser um pouco flexível.

4) Peça as coisas de  outro jeito. Em vez de dizer “vá escovar os dentes”, pergunte: “Você vai escovar com pasta branca ou azul?” Dessa forma, fica mais difícil ele falar “não”.



Dando trabalho no colégio

Mas também tem muita família que reclama justamente do contrário, ou seja, os filhos andam na linha em casa, mas na escola são terríveis e não param de chegar reclamações dos professores. Para Debora, nesses casos, é importante conversar francamente com a professora para saber em quais situações a criança apresenta esse comportamento e por quais motivos. “Com certeza, juntos, a família e a escola poderão ajudar a criança a superar a questão”, orienta a psicopedagoga. Ela reforça também que o vínculo entre o colégio e a família deve ser fortalecido em todas as situações. “A escola pode abrir suas portas para orientar os pais nas diversas fases do desenvolvimento da criança e os pais, por sua vez, devem comparecer sempre que a instituição os convida”, completa.
Trocar a criança de imediato de escola não costuma ser a melhor opção. 






(Fonte: Cristiane Alves Lorga, psicóloga do Instituto Terapia Sistêmica, de São José do Rio Preto, SP.)

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