AnaMaria

Paternidade e amor familiar

Quem diz que está “ajudando” não está consciente de que o papel do pai é dividir

Heloísa Capelas Publicado em 01/11/2017, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Paternidade e amor familiar - iStock
Paternidade e amor familiar - iStock

Hoje vou falar sobre paternidade ativa, uma importante questão sobre a qual os casais precisam conversar. É verdade, muitos pais, principalmente os mais novos, vêm evoluindo e derrubando paradigmas machistas que, por muito tempo, os impediram de assumir responsabilidades perante os filhos, de serem mais presentes e parceiros. Esse novo perfil é bom para as mulheres e para as crianças. Porém, talvez você se surpreenda se eu disser que não é suficiente! A mudança na cabeça de quem é papai pode (e precisa!) ser mais profunda, ou seja, ir além. Pensar em “ajudar” em casa ou nas tarefas relacionadas aos cuidados com os filhos ainda é ficar no meio do
caminho (ou simplesmente em cima do muro). Aquele que ajuda geralmente fica em segundo plano. Paternidade ativa é quando o homem assume seu papel de protagonista; quando divide e compartilha tarefas e emoções de maneira muito natural, dando vazão aos seus mais amorosos sentimentos sem que isso tenha uma conotação de ser um trabalho ao qual se dedica apenas como ajudante. Quem diz que está “ajudando” não está consciente de que o papel do pai é dividir. Quando um homem e uma mulher têm filhos, na maioria das vezes, ainda ocorre uma divisão de tarefas implícita e automática: a mulher começa a cuidar da autonomia do bebê, ou seja, ensina a vestir, a tomar banho, a ir ao banheiro, a fazer o próprio asseio... Já o homem começa a se colocar no papel do provedor, de ajudante em apenas algumas situações, e do herói que aponta o mundo e que abre as portas da rua para a criança. Com esse artigo, convido vocês, casais, a se libertarem desses paradigmas limitantes. Experimentem o exercício da paternidade ativa. Troquem um pouco de papéis. Com isso, eles, os pais, também poderão cuidar da autonomia da criança, enquanto as mães terão a chance de acessar outros sentimentos. Assim, ambos terão uma relação muito mais profunda e ampla na criação dos filhos. Por que amar em uma visão de 180 graus se podemos amar na totalidade?

Paternidade Ativa é quando o homem assume seu papel de protagonista; quando divide e compartilha tarefas e emoções de maneira muito natural, dando vazão aos seus mais amorosos sentimentos

Heloísa Capelas é especialista em desenvolvimento humano. Autora de O Mapa da Felicidade e Perdão – A Revolução Que Falta, é diretora do Centro Hoffman de Autoconhecimento, em São Paulo. Sites: heloisacapelas.com.br e centrohoffman.com.br. Facebook: /CapelasHeloisa

Envie suas perguntas para Heloísa Capelas pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br