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Qual seria o ambiente ideal para uma refeição em família?

O que posso fazer para melhorar esse momento no nosso lar?

Gabriela Kapim* Publicado em 14/09/2015, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

GRABRIELA KAPIM - SEBLEM MOTOVANI
GRABRIELA KAPIM - SEBLEM MOTOVANI

A hora da comida aqui em casa é um inferno. Meu marido fica nervoso por qualquer coisa e quase sempre tudo acaba em briga. Acho que isso interfere muito na alimentação das crianças, que têm 7 e 9 anos. Sinto que eles comem rápido e algumas vezes vão dormir sem terminar. Qual seria o ambiente ideal para uma refeição em família? O que posso fazer para melhorar esse momento no nosso lar?   (M. C., por e-mail)

O ambiente ideal para fazer as refeições é, sem dúvida, harmônico e tranquilo. Nele deve ser possível conversar, olhar nos olhos, trocar experiências do dia a dia, comer devagar para aproveitar ao máximo o sabor dos alimentos... O prazer de se sentar à mesa e desfrutar desse momento com a família é tão importante quanto o valor nutricional que a refeição traz. 

O estresse gera a liberação de determinados hormônios que não ajudam em nada na absorção e assimilação dos nutrientes ingeridos. Estudos mostram, inclusive, que esse estado de agitação está diretamente relacionado ao aumento de problemas no coração, dificuldade de concentração e queda na resistência – o que acaba gerando outras doenças, como asma, alergia e certos problemas gastrointestinais. Essa rotina estressante durante as refeições não é nada benéfica para as crianças. Ela faz com que seus filhos criem um registro emocional desagradável desse momento e, consequentemente, sofram estresse também, o que os coloca em situação de risco para todos os males descritos acima. 

Além disso, comer rápido demais faz com que o cérebro não tenha tempo de registrar e de se preparar para a digestão. Dessa forma, os nutrientes não são aproveitados de forma eficiente. O primeiro passo é entender o que gera tamanha agitação em seu marido a ponto de tudo acabar em briga. Converse com ele e tentem melhorar e amenizar o desgaste no momento das refeições. Não descarte procurar um psicólogo para dar suporte emocional e ajudá-los nesse momento delicado.

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3 em cada 10: crianças com menos de 2 anos tomam refrigerante ou suco artificial, diz o IBGE. Essas bebidas são ricas em açúcares e totalmente contraindicadas para a molecada dessa idade. O excesso pode levar à obesidade e problemas relacionados, como o diabetes.

*Gabriela Kapim é nutricionista infantil e trabalha há 16 anos ajudando a criançada a se alimentar melhor. Há dois anos apresenta o programa Socorro! Meu Filho Come Mal, do canal pago GNT. É também coautora do livro que leva o mesmo nome da atração (Editora Leya, R$ 25,90).

Envie suas perguntas para Gabriela Kapim pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br