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Você e a garotada: As crianças e a televisão...

Antes de discutir sobre os benefícios e prejuízos da TV para as crianças, é preciso que você tenha alguma opinião sobre isso

Dra. Deborah Moss Publicado em 27/09/2016, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

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Você e a garotada: As crianças e a televisão... - Shutterstock
Você e a garotada: As crianças e a televisão... - Shutterstock
"Meu marido disse que não quer que nossa filha de 2 anos veja TV. Ele afirma que faz mal. Isso é certo?”

C., I., por telefone


Antes de discutir sobre os benefícios e prejuízos da TV para as crianças, é preciso que você tenha alguma opinião sobre isso. Depois, converse com seu marido sobre os motivos dele para concluir que a TV faz mal para o desenvolvimento dela. Por último, definam se a proibição é definitiva – ou seja, a criança nunca vai assistir TV – ou se ele entende que é apenas agora, por ela só ter 2 anos. Alguns estudos têm apontado que a TV antes dos 2 anos não promove nenhum benefício às habilidades cognitivas e motoras da criança. Nesta fase, o principal para o desenvolvimento infantil é o contato e a relação afetiva com os pais, pois a criança ainda está numa etapa mais voltada para a exploração do meio e para a interação com as pessoas. Assistir TV é uma atividade passiva,
tanto do ponto de vista intelectual quanto físico. Ou seja, totalmente contrária às necessidades dela agora. Isso não quer dizer que faça mal deixá-la vendo TV enquanto a mãe prepara o jantar, por exemplo. No entanto, nem todas conseguem ficar atentas a alguma programação, mesmo que adequada para a idade, por um longo período. Após essa idade, os pequenos podem começar a se interessar mais, até porque, independentemente da classe social, é fato que em praticamente todos os lares brasileiros há um televisor. Então, o mais importante, antes de se questionar se a criança terá ou não a permissão de assistir TV, é rever os hábitos familiares. Lembre-se de que o adulto é o modelo. Não adianta proibir se ela vê o tempo todo os pais com os olhos vidrados na telinha.



Para não errar, defina com a criança a quais programas ela pode assistir e por quanto tempo. Além de impor limites, de vez em quando sente-se com ela para conversar sobre a programação.



A Associação Médica Americana orienta que não se assista TV até essa idade. No Brasil não há recomendações tão explícitas, mas boa parte dos pediatras compartilha dessa opinião.


Dra. Deborah Moss é neuropsicóloga especialista em comportamento e desenvolvimento infantil e mestre em psicologia do
desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP). Consultora do sono certificada pelo International Maternity and Parenting Institute, no Canadá.



Envie suas perguntas para dra. Deborah Moss pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br

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