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Você e a garotada: Hora de equilibrar os papéis

Quando tanto as mães quanto os pais ficam fora o dia inteiro, é importante dividir as “partes chatas”.

Dra. Deborah Moss Publicado em 31/05/2016, às 19h20 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

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Você e a garotada: Hora de equilibrar os papéis - Shutterstock
Você e a garotada: Hora de equilibrar os papéis - Shutterstock
Meu marido é o paizão. Adora levar as crianças pra passear, comer fora. E eu sempre fico com a parte chata, de interromper a
brincadeira e levar para o banho, de lembrar da lição de casa... Como equilibrar os papéis?”

B. B., por e-mail


Tenham uma conversa séria longe dos pequenos. Mostre seu ponto de vista, já que pode ser que nem ele perceba que está ocupando esse lugar. Muitos homens relatam que, por ficarem tão pouco tempo com os filhos, acabam procurando recompensá-los com momentos prazerosos. As mães se queixam muito disso, já que, normalmente, são elas que estão mais presentes no dia a dia
das crianças e, consequentemente, acabam tendo que encarar o papel de estabelecer regras o tempo todo. Quando tanto as mães quanto os pais ficam fora o dia inteiro, é importante dividir as “partes chatas”. Só não vale cobrar do outro que faça como você está acostumada a fazer. Cada um tem um estilo. O importante é falarem a mesma língua. No seu caso, uma boa dica é incluir na rotina com as crianças momentos de brincadeira, jogos ou alguma atividade de lazer, que traga um equilíbrio entre as cobranças das
obrigações (lição de casa, banho etc.) e o momento de ficarem todos juntos em harmonia. Alguns exemplos seriam: brincar no parquinho do prédio; sentar no chão e se divertir com um jogo; assistir a um DVD... Isso pode ajudá-la a ter mais momentos de descontração com seus filhos. Além disso, faça com que o seu marido entenda que, mesmo fora o dia todo, ele deve estar presente
validando e reforçando tudo o que você exige das crianças no dia a dia. Ou seja, é você quem faz as cobranças, mas em nome dos dois.



Os pais devem evitar discussões e brigas na frente dos filhos. Antes de explodir, procurem um local ou um horário em que as crianças não estejam por perto.


Nada substitui a convivência “ao vivo e a cores” com as crianças, mas os recursos tecnológicos a que temos acesso hoje podem
ajudar as famílias a se fazerem presentes em todos os momentos.



* Dra. Deborah Moss é neuropsicóloga especialista em comportamento e desenvolvimento infantil e mestre em psicologia do
desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP). Consultora do sono certificada pelo International Maternity and Parenting Institute, no Canadá


Envie suas perguntas para Dra. Deborah Moss pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br.