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Você e a garotada: O melhor para os seus filhos

Mesmo quando a guarda é compartilhada, a criança pode continuar morando em um só lugar

Dra. Deborah Moss Publicado em 05/05/2017, às 16h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Você e a garotada: O melhor para os seus filhos - Shutterstock
Você e a garotada: O melhor para os seus filhos - Shutterstock
"Estou me separando e queremos guarda compartilhada. Temos dois filhos de 8 e 10 anos. Morar em duas casas pode dar confusão?”

A. M., por e-mail


Mesmo quando a guarda é compartilhada, a criança pode continuar morando em um só lugar. O que é igualmente dividido nesse tipo de regime é a responsabilidade sobre a vida dos filhos. O que acontece é haver um maior número de visitas à casa do outro responsável, além de um pouco mais de flexibilidade. Quando há revezamento, o regime é denominado “convivência alternada”
– quando a criança mora um período com o pai e outro com a mãe. Essa é uma das opções possíveis dentro da guarda compartilhada. Na idade deles, já há condições de terem certa maleabilidade frente às mudanças de rotina que implicam o
processo de separação. Com o tempo, vão conseguir se adequar ao esquema de dias e horários com cada um dos pais, se a convivência alternada for a opção de vocês. Nenhuma escolha, entretanto, precisa ser definitiva e o foco principal deve ser o bem-estar emocional das crianças. Procurem manter a rotina deles de maneira estável e sistemática. É preciso que toda a logística da
família priorize a organização com os horários da escola, momentos de estudo e lição de casa, atividades extra-curriculares, esportes e a parte social (festinhas, por exemplo), procurando dar continuidade a toda a demanda semanal de cada filho. Conversem com eles e ouçam suas opiniões, sentimentos e desejos. Não se esqueçam que vocês deixam de ser marido e mulher, mas mantêm os laços de pai e mãe por toda a vida. Com respeito, diálogo e comunicação, é possível encontrar a melhor maneira de educar e criar seus filhos.


A guarda compartilhada é uma tentativa de garantir que ambos continuem a ser mãe e pai, mesmo sem relação conjugal. Os dois devem ter o mesmo peso na hora de decidir sobre a vida dos filhos.


Conversem bastante com as crianças. Permitam que elas expressem suas impressões, opiniões, sentimentos e desejos e, depois, levem em conta tudo o que disserem



Dra. Deborah Moss neuropsicóloga especialista em comportamento e desenvolvimento infantil e mestre em psicologia do desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP). Consultora do sono certificada pelo International Maternity and Parenting Institute, no Canadá.


Envie suas perguntas para Dra. Deborah Moss pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br