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Você sabia que crianças e adolescentes podem ter osteoporose? Especialista explica

Crianças e adolescentes podem ter osteoporose; entenda a condição

Da Redação Publicado em 01/03/2020, às 14h00

A doença é a diminuição da densidade do osso - Banco de Imagem/Getty Images
A doença é a diminuição da densidade do osso - Banco de Imagem/Getty Images

“Gostaria de saber se a osteoporose também pode acometer as crianças entre 8 e 12 anos.” M. R., por e-mail. 

Sim, crianças e adolescentes podem ter osteoporose se tiverem fatores de risco para isso. A doença é a diminuição da densidade do osso, levando a um aumento da fragilidade óssea. Dessa forma, a pessoa fica mais suscetível a fraturas

A imobilização prolongada, o uso de determinados medicamentos, as doenças reumáticas, endócrinas, renais, gastrointestinais, pulmonares, alergia ao leite de vaca e intolerância à lactose podem levar ao mal. 

Nesses casos, dizemos que se trata de osteoporose secundária, já que acontece por questões externas que interferem na estrutura do osso. Quando não há uma causa evidente de perda de densidade óssea, isso ocorre por um defeito do próprio osso, que o predispõe à fratura, então, chamamos de osteoporose primária. 

O tipo secundário, a menos que ocorram fraturas, é assintomático. Sintomas de dor geralmente estão relacionados às fraturas e essas são raras em crianças. 

Os sinais de alerta para os pais são: crianças e adolescentes que apresentem fatores de risco, ou seja, fraturas de repetição, que tenham doenças crônicas, que usem medicamentos que baixam a densidade mineral óssea (corticoides, por exemplo), que tenham baixa ingestão de cálcio, alteração na radiografia e com histórico familiar da doença. 

Buscamos tratar a osteoporose, inicialmente, com algumas medidas, como corrigir a doença de base, se possível, suspender uso da medicação que baixa a densidade mineral óssea, a prática de atividade física, além de sugerir banhos de sol e a ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D. Quando essas medidas falham, o tratamento medicamentoso deve ser instituído sob orientação médica. 

FERNANDA ANDRÉ é endocrinologista pediátrica. Mestre em endocrinologia pela UFRJ. Título de especialista em endocrinologia pediátrica pela Associação Médica Brasileira (AMB). Especialização em endocrinologia pediátrica pela UFRJ.

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