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Famosos / Trauma

Anitta revela que foi vítima de abuso sexual na adolescência

A artista revelou que seu alter-ego nasceu da vontade de superar o trauma

Da Redação Publicado em 16/12/2020, às 08h47 - Atualizado às 11h32

Anitta revela, pela primeira vez, que foi vítima de estupro aos 14 anos - Netflix
Anitta revela, pela primeira vez, que foi vítima de estupro aos 14 anos - Netflix

Anitta contou que sofreu abuso sexual durante sua adolescência no primeiro episódio da sua série documental 'Anitta: Made In Honório', que estreou na madrugada desta quarta-feira (16), na Netflix. A artista disse ter se sentido culpada pelo acontecido por anos, e que foi por meio de sua carreira que encontrou forças para superar a situação. 

Aos prantos, a cantora falou, pela primeira vez, sobre ter sido estuprada aos 14 anos: "Eu nunca expus isso em público. Sempre me coloquei em umas relações meio abusivas. Quando tinha 14 para 15 anos, conheci uma pessoa. Tinha medo dele, que era autoritário comigo, falava de forma autoritária. Eu era diferente quando era adolescente, não era como eu sou hoje em dia".

A artista revelou ainda ter encontrado forças para superar o trauma na personagem Anitta. Para ela, a mulher forte, sexy e decidida surgiu para ajudar Larissa, seu nome verdadeiro.

"Nasceu daí. Da minha vontade e necessidade de ser uma mulher corajosa, que nunca ninguém pudesse machucar, que nunca ninguém pudesse fazer chorar, magoar. Que sempre tivesse uma saída para tudo. Foi daí. Eu criei essa personagem aí."

MEDO
Falando sobre seu abusador, Anitta relatou que ele era uma pessoa muito nervosa e estressada e que ela tinha receio do seu comportamento na frente de outras pessoas. A cantora contou que, certa vez, com medo das reações dele, perguntou se ele queria ir embora para conversar a sós.

“Rapidamente, na mesma hora, ele parou o estresse e perguntou se eu tinha certeza. Eu falei que sim, mas hoje tenho plena certeza que falei que sim, porque eu tinha muito medo do estresse dele", desabafou.

Chorando, a morena continuou seu relato: "Quando cheguei lá, eu realizei que não era certo fazer aquilo por medo e falei que não queria mais. Mas ele não ouviu. Ele não falou nada, só seguiu fazendo o que queria fazer. Quando acabou, ele saiu, foi abrir uma cerveja e eu fiquei olhando para cama cheia de sangue”, afirmou.

A funkeira contou que, por muitos anos, se sentia culpada pelo que aconteceu: "Faz muito pouco tempo que parei de achar que isso é culpa minha, que eu causei isso para mim. Eu sempre tive medo do que as pessoas iam falar: como ela pode ter sofrido isso e hoje ser tão sexual, ser tão aberta, fazer tanta coisa'. Eu não sei. O que eu sei é que eu peguei isso que eu vivi e transformei em uma coisa para me fazer sair por cima, sair melhor".