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Após fazer piada com crianças com deficiência, Leo Lins é demitido do SBT

Leo Lins teve uma fala capacitista durante uma apresentação de stand-up

Da Redação Publicado em 04/07/2022, às 16h21

Leo Lins é demitido do SBT após fazer piada preconceituosa em um de seus shows - Instagram/@leolins
Leo Lins é demitido do SBT após fazer piada preconceituosa em um de seus shows - Instagram/@leolins

Após a repercussão negativa de uma “piada” zombando de crianças com deficiência física durante seu show de stand-up, o humorista Leo Lins foi demitido do SBT, onde trabalhava ao lado de Danilo Gentili, no programa ‘The Noite’.

A informação é do portal ‘Em Off’ e, ainda de acordo com o site, a emissora de Silvio Santos chamou o comediante para ir até lá nesta segunda-feira (4), anunciando ao próprio sua demissão.

Além de fazer uma “piada” capacitista, Leo Lins utilizou-se do nome do ‘Teleton’ — campanha anual feita pelo SBT para arrecadar fundos para a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).

Durante uma de suas apresentações de stand-up, o humorista disse: "Eu acho muito legal o Teleton, porque eles ajudam crianças com vários tipos de problema. Vi um vídeo de um garoto no interior do Ceará com hidrocefalia. O lado bom é que o único lugar na cidade onde tem água é a cabeça dele. A família nem mandou tirar, instalou um poço e agora o pai puxa a água do filho e estão todos felizes tomando banho", zombou.

Veja esse momento:

AACD SE POSICIONOU

Diante do ocorrido, a instituição não se calou e se manifestou contra a atitude do comediante: "A AACD repudia veementemente a 'piada' feita por Leo Lins em vídeo divulgado recentemente nas redes sociais do comediante", diz o início do comunicado.

"Em uma fala extremamente infeliz e bastante capacitista, ele ataca pessoas com hidrocefalia, chama as pessoas com deficiência de 'crianças com vários tipos de problemas' e mostra desrespeito aos moradores do Ceará. A atitude de Leo Lins também configura crime, conforme prevê o artigo 88 da Lei 13.146/2015", concluiu a AACD.

Veja o posicionamento na íntegra:

Vale mencionar que a lei citada pela instituição é aquela que prevê reclusão de 1 a 3 anos e multa para quem pratica, induz ou incita discriminação contra pessoas com deficiência.