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Bruno Gagliasso sai em defesa de Giovanna Ewbank: ''O grito foi de dor''

Atores falaram pela primeira vez sobre a reação ao racismo sofrido pelos filhos

Da redação Publicado em 01/08/2022, às 07h59

Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank em entrevista ao 'Fantástico' - Globo
Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank em entrevista ao 'Fantástico' - Globo

Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbankfalaram pela primeira vez sobre o episódio de racismo que os filhos Titi, de nove anos, e Bless, de sete, sofreram no último sábado (30), em Portugal. Em entrevista ao 'Fantástico', o ator saiu em defesa da esposa, que reagiu às agressões direcionadas às crianças.

"O grito da minha mulher foi de dor, mas também de indignação", disse o artista para a apresentadora Maju Coutinho. Ele também contou como tudo aconteceu. "A gente foi para um restaurante conhecido, que fica na praia. E eles estão na praia brincando e, de repente, uma das crianças subiu e falou para gente o que tinha acontecido. E aí a gente ficou chateado, bem chateado. E começou... E vocês viram aquelas imagens."

Nos vídeos que viralizaram nas redes sociais, Giovanna aparece enfrentando a mulher. Ela, inclusive, confirmou que chegou às vias de fato. "Não confunda a reação do oprimido com a violência do agressor", pediu o artista.  De acordo com Ewbank, a mulher branca e agressora não esperava que ela fosse reagir de tal forma.

"Acho que ela nunca esperava que uma mulher branca fosse combatê-la como eu fui, daquela maneira. Eu sei que eu, como mulher branca, indo lá confrontá-la, a minha fala vai ser validada. Eu não vou sair com a louca, a raivosa, como acontece com tantas outras mães pretas, que são leoas todos os dias, assim como eu fui nesse episódio."

Durante a entrevista, o casal ainda deixou a reflexão: "O que será que teria acontecido se for se fôssemos pretos, eu minha mulher?", disse Bruno.

A agressora que proferiu uma fala racista contra Titi e Bless, filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, estava alcoolizada quando foi detida pela polícia e já foi liberada, segundo o jornal português Público. Ela prestou depoimento, foi identificada e depois liberada. Agora, o casal tem até seis meses para apresentar uma queixa crime às autoridades portuguesas.

MUDOU TUDO

Questionada por Maju Coutinho sobre o que mudou de 2017 para cá, quando deu uma entrevista afirmando que não estava preparada para enfrentar o racismo que os filhos estavam sujeitos a sofrer, Giovanna afirmou que tudo mudou.

"Hoje eu sou uma mulher muito consciente dos meus privilégios, eu sou uma mulher que está sempre rodeada de outras mulheres pretas, aprendendo diariamente. Vou fazer jus ao privilégio branco e vou combater de frente", disse.