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Cauã Reymond revela que já sofreu assédio sexual e moral no trabalho

Ator Cauã Reymond abriu o jogo sobre assédio que sofreu no ambiente de trabalho

Da Redação Publicado em 24/11/2021, às 14h32 - Atualizado às 14h32

Cauã Reymond relembra assédio que sofreu no ambiente de trabalho - Reprodução/ Instagram
Cauã Reymond relembra assédio que sofreu no ambiente de trabalho - Reprodução/ Instagram

O ator Cauã Reymond revelou, em entrevista ao jornal 'O Globo' divulgada nesta quarta-feira (24), que já sofreu muito assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. 

No bate-papo, o protagonista de 'Um Lugar ao Sol' contou que, ao longo da carreira, já passou por diversas situações deságradaveis, principalmente na época em que modelava.

"Não dá para comparar o assédio vivido por uma mulher e o assédio vivido por um homem. Existem vulnerabilidades físicas e históricas. [...] Quando era modelo, sofri muito assédio moral, sexual... Ficava desconfortável na hora, mas saía no humor", disse o artista. 

Cauã surpreendeu ao dizer que ainda hoje sofre com esse problema. "Outro dia mesmo aconteceu, numa sessão de fotos. Fui embora incomodado. É normal, num tumulto, alguém passar a mão na bunda. Não é isso. Estou falando de algo intencional. Tipo em ensaio fotográfico, quando alguém tira proveito enquanto está ajeitando a sua roupa", concluiu. 

AMBIENTE VIOLENTO
Cauã Reymond resolveu falar sobre a infância e adolescência, época em que tinha uma relação conturbada com a família. Em entrevista à revista Ela, do jornal O Globo, divulgada no último domingo (21), o ator afirmou que viveu momentos difíceis com os pais, o psicólogo José Marques e a astróloga Denise Reymond, que morreu em 2019, vítima de um câncer. 

"O ambiente da minha casa era muito violento. Minha mãe já quebrou vassoura e duas raquetes em mim! Eu era um menino rebelde. Tinha muita energia e faltava um pulso masculino. Via o meu pai só duas vezes por ano", contou. José e Denise eram separados.   

No entanto, a relação não era a mesma com os avós, que o ajudavam financeiramente, já que a família materna era pobre e a paterna era de classe média. "Os meus avós foram incríveis: pagavam os meus estudos e faziam mercado", relembrou.

Cauã contou ainda que não abraçava o pai quando era mais novo. "Minha mãe era carinhosa e meu pai foi ausente, apesar de ter ido morar com ele. Não guardo rancor e abraço toda a minha história", ressaltou.