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Dira Paes pede ajuda a seguidores para impedir a instauração do novo manual do aborto

O Ministério da Saúde propõe investigar mulheres vítimas de estupro que tenham abortado legalmente

Da Redação Publicado em 27/06/2022, às 16h54

Dira Paes disponibilzou um link para que seus seguidores ajudassem a pressionar o Ministério da Saúde - Reprodução/Instagram
Dira Paes disponibilzou um link para que seus seguidores ajudassem a pressionar o Ministério da Saúde - Reprodução/Instagram

A atriz Dira Paesfez um apelo urgente em seu Twitter, nesta segunda-feira (27), ao tomar conhecimento de uma audiência pública cuja proposta é investigar vítimas de estupro que abortaram legalmente.

"URGENTE: amanhã de manhã vai rolar uma audiência pública para discutir o novo manual do aborto do Ministério da Saúde, que prevê que pessoas que sofreram violência sexual e fizeram um aborto legal sejam investigadas pela polícia", informou a atriz.

Além de explicar o que envolve a medida, a intérprete de Filó em Pantanal também mostrou porque ela é tão prejudicial, relembrando o recente caso da menina de 11 anos que foi estuprada e teve seu direito ao aborto legal negado.

"Não podemos permitir que casos como o da menina de Santa Catarina se repitam. Pessoas que engravidaram em decorrência de estupro, que gestam fetos anencéfalos ou que correm risco de morrer caso levem adiante a gestação precisam acessar o serviço de abortamento de forma segura e humanizada", disse.

Por fim, a artista convidou seus seguidores a pressionarem o Ministério da Saúde para que o projeto não siga adiante: “O Ministério abriu um canal para que pessoas como eu e você se manifestem sobre o manual. Vamos lotar a caixa de email deles com um só coro - não vamos ‘aguentar mais um pouquinho’! Exija que eles cuidem de nossas meninas”.

ABORTO LEGAL

A menina de 11 anos que havia sido impedida de realizar um aborto legal após ser vítima de estupro, conseguiu fazer o procedimento, segundo nota do Ministério Público Federal de Florianópolis divulgada na tarde desta quinta-feira (23).

O MPF informou que “o hospital adotou as providências para a interrupção da gestação menor”. “O Ministério Público Federal lamenta a triste situação ocorrida e reafirma seu compromisso em zelar pelo efetivo respeito aos direitos fundamentais consagrados na Constituição Federal”, continuou.

A garota descobriu a gravidez na 22ª semana de gestação e se dirigiu a um hospital para realizar o aborto legalmente, mas a instituição negou a intervenção, justificando que só aceitaria se a gestação fosse de até 20 semanas.

A mãe da jovem recorreu à justiça e, novamente, o procedimento foi negado. Desta vez pela juíza Joana Ribeiro Zimmer, que pediu para que a vítima “aguentasse mais um pouquinho” e a manteve em um abrigo. Na noite da última terça-feira (21), a criança foi liberada para voltar à mãe.

Vale ressaltar que o aborto é um direito constitucional em casos de estupro, quando a vida da gestante estiver em risco ou se o feto for diagnosticado com anencefalia.