AnaMaria
Famosos / ENTREVISTA

''Era o nosso sonho'', dizem Maria Cecília e Rodolfo sobre espera do segundo filho

Em entrevista, casal falou sobre amor, filhos e carreira

Karla Precioso Publicado em 18/12/2021, às 08h00

Cantores cederam entrevista exclusiva à AnaMaria - Instagram/@mariaceciliaerodolfo
Cantores cederam entrevista exclusiva à AnaMaria - Instagram/@mariaceciliaerodolfo

Pais de Pedro, 4 anos, Maria Cecilia e Rodolfoaguardam a chegada do segundo filho, Martín, prevista para março de 2022: “Era o nosso sonho. Ele chega amado e desejado por nós, principalmente pelo Pedro, que agora se tornou o irmão mais velho”, fala Maria.

“Nos sentimos muito abençoados! A notícia da gravidez encheu a nossa vida de felicidade. Pedro é só comemoração e já faz planos para ensinar o irmão caçula a jogar futebol”, completa Rodolfo. Aliás, o primogênito ajudou numa tarefa importante: a escolha do nome do bebê: “Achamos fundamental que ele se sentisse parte importante desse momento tão incrível”, explica a mamãe.

De volta à terra natal, Campo Grande (MS), no mesmo período em que lançam o single autoral, `Se Eu Existo É por Você`, há 13 anos, a dupla começou a traçar uma carreira musical de sucesso. Dois anos depois, o êxito migrou para o plano pessoal e eles se apaixonaram. Em 2012, consolidados e famosos, se casaram, formando uma família que só vem colhendo os louros de uma parceria regada a muito amor, respeito e cumplicidade, unindo-os na vida e na arte.

Em entrevista exclusiva à AnaMaria, eles relembram o início da paixão, entregam detalhes da relação sólida e falam sobre a realização do sonho de se tornarem pais mais uma vez. É realmente lindo de ver!

Como o Pedro reagiu com a notícia da chegada de um irmãozinho?
Maria: Ele reagiu da melhor forma possível. A gente já vinha conversando com ele sobre ter um irmãozinho. Agora, ele vive falando que vai ajudar a cuidar, ensinar a andar de bicicleta, correr, jogar bola...
Rodolfo: Da melhor forma possível! Ele ficou feliz e diz estar muito ansioso para ver o rostinho dele. 

Ter dois filhos sempre foi o sonho do casal?
Maria: Sim. Acho que ser filho único fica faltando um companheiro. Ter um irmão dá uma segurança, é ter alguém com quem contar quando estiver bem mais velho e a gente [os pais] não estiver mais aqui. 
Rodolfo: Desde quando o Pedro nasceu, pensamos em ter mais um filho. A gente até acha que demorou um pouquinho mais do que o previsto. Mas tudo no tempo de Deus.

O que mudou na cabeça de vocês desde que ficaram grávidos pela primeira vez?
Maria: Nós sempre tomamos muito cuidado com a nossa carreira e com tudo o que a gente faz e fala, mas, quando a gente se torna pai/mãe, é uma responsabilidade grande. Nosso desejo é que o Pedro e o bebê que vai chegar sejam as melhores pessoas do mundo, que não sofram com nada e respeitem a todos, e para querer isso é preciso dar o exemplo. Não adianta falar uma coisa e fazer outra. Meu medo é esse mundo louco de hoje, mas procuramos mostrar o melhor para o Pedro, dar uma boa educação e ensinar o respeito e amor à família.
Rodolfo: Tudo o que a gente faz, fala e pensa é sempre colocando os filhos à frente. Eles são nossa prioridade.

Que preocupação vocês têm com a educação dos filhos num mundo com tanta violência?
Maria: Tudo vem da educação. Eu e Rodolfo aprendemos tudo na vida com o exemplo dos nossos pais, e acho que não há nada mais valioso do que ter uma família sólida, que se ama e se respeita – em especial, que respeita também o próximo. E, nesse mundo tão difícil, de tanta violência e desigualdade, a gente procura criar o Pedro o mais pé no chão possível. Ele já vem sendo criado sabendo que a vida não é fácil pra ninguém, que estamos aqui para lutar pelos nossos sonhos e que é preciso sempre respeitar o próximo, jamais passar por cima de ninguém.
Rodolfo: Nossas preocupações são as de qualquer pai e mãe: educar os filhos no caminho do bem, da honestidade, dos princípios de uma família unida. Graças a Deus, tivemos uma base familiar boa, e queremos passar isso para nossos filhos também.

Quais as dores e as delícias da maternidade/paternidade? 
Maria: Acho que a dor maior foi ter que deixar o Pedro em casa com 50 dias de nascido para seguir fazendo shows. Eu me via viajando, deixando ele em casa, tendo que descartar leite no aeroporto, sabendo que ele podia estar tomando esse leite. Mas a maior delícia era voltar para casa e ver que nada tinha mudado. Eu voltava e ele mamava no meu peito do mesmo jeito, como se eu não tivesse saído. Parece que ele entendia o que acontecia.
Rodolfo: Não há dores, só delícias. Ser pai é um presente, é dom de Deus. Só tenho a agradecer.

Maria Cecilia, é verdade que você paquerou o Rodolfo?
Sim, é verdade, eu me declarei [risos]. Me dei conta de que estava gostando dele no dia em que fiquei enciumada com o abraço de uma fã. Lutei contra, mas o tempo passou e o sentimento perdurou. Então, me declarei. Deu no que deu: estamos há quase dez anos casados e com dois filhinhos!

E qual foi sua reação, Rodolfo?
Eu fiquei meio assim, sabe? Tínhamos a carreira... Mas, no mesmo dia, demos uma chance um para o outro e... é só amor até hoje.

Qual o segredo para um casamento feliz e duradouro?
Maria: Acredito que ninguém é obrigado a estar com ninguém. Então, quando a gente escolhe passar os dias com alguém, tem que ser uma decisão muito pensada. Não devemos machucar nem ferir o outro. A partir do momento que você sabe que casamento significa um pouco de renúncia, aprendizados diários e respeito mútuo, só pode dar certo. Quando decidimos viver com uma pessoa, devemos aprender a conviver e a lidar com as diferenças. Fora isso, eu e o Rodolfo nos amamos e sempre tivemos o sonho de formar uma família juntos. Acho que a receita é essa então.
Rodolfo: O princípio de tudo é amar a pessoa. Amor, respeito, confiança e cumplicidade são a base de um relacionamento sólido e feliz. É isso!

Como é dividir ‘os negócios’ e uma casa em comum?
Maria: Falo com o Rodolfo que são coisas que não há como separar. Primeiro, porque o casamento veio da carreira – uma dupla sertaneja já é um casamento. E depois, o casamento real. Passamos todos os momentos juntos. Tem pessoas que perguntam: ‘Nossa, vocês ficam 24 horas por dia juntos?’ – e eu respondo: ‘Sim!’ E é incrível. A gente se olha e já sabe o que o outro está pensando. Somos almas gêmeas. 
Rodolfo: Acho que requer um pouco mais de cuidados, um pouco mais de carinho, em ambas as partes [profissional e pessoal]. Se os dois querem a mesma coisa, não tem como dar errado.

Existe alguma regra sobre levar trabalho para casa ou não?
Maria: Não existe regra. Por incrível que pareça, às vezes, quando a gente discute, é por conta da carreira, não pelo casal. Quer dizer, nossa regra é nunca dormir brigados. Tem que resolver a questão no mesmo dia, porque depois a mágoa só aumenta.
Rodolfo: A gente até tenta não levar, mas é impossível. Trabalhamos juntos... E está tudo bem. 

Quando surge uma divergência, como chegam a um consenso?
Maria: São apenas coisas profissionais que fazem a gente ter ideias diferentes, mas sempre entramos num acordo, tentamos achar o meio do caminho para o bem dos dois. Acho que estamos acertando, né [risos]?
Rodolfo: Tem que conversar e cada um expor seu ponto de vista. Às vezes, as ideias são diferentes, mas paciência. Sempre alguém precisa ceder. 

Algum aprendizado da área profissional que vocês levaram para a vida afetiva ou vice-versa?
Maria: Sempre conversar e resolver as coisas civilizadamente. Pensar, refletir, dar um tempo, para o assunto dar uma acalmada, e só depois dialogar a respeito. Não brigar, especialmente na frente do Pedro. Entender o outro lado e pensar no bem comum.
Rodolfo: Acho que é ter muito cuidado, afinal trabalho com a pessoa que amo. O trabalho tem que acontecer de qualquer maneira, mas tem que ter zelo, respeito. A gente faz dar certo.

Quais as vantagens e desvantagens de serem parceiros nos negócios e na vida afetiva?
Maria: Só vejo vantagens. Temos os mesmos objetivos em tudo. O casal precisa caminhar na mesma direção. Se cada um puxar a corda para um lado, ela arrebenta.
Rodolfo: Exatamente isso. 

Qual é o maior aprendizado que você teve com o Rodolfo, Maria?
Sem dúvida, a paciência. Ele é muito calmo, é o balanço da relação, da minha vida. Eu sou bem mais brava e estourada. Ele é uma calmaria, vê todas as possibilidades...

E você, Rodolfo, que aprendizado teve com a Maria?
O aprendizado é o de lutar pelo que a gente quer, pelo nosso sonho, sem cansar.

Existe receita para o amor?
Maria: Não! O amor é uma construção diária. Tudo o que é feito com amor dá certo. O amor tem que ser regado diariamente. Quando existem discussões, se a gente não poda essa chateação, não vai perdoando, se esquivando daquela mágoa, a dor só cresce. Como diz nossa música: ‘A gente precisa podar as dores para o amor florescer’.
Rodolfo: Os dois precisam se amar. Confiança, amor e respeito: isso faz um relacionamento dar certo.