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Fernanda Montenegro critica governo de Jair Bolsonaro: ''Estamos nas catacumbas''

Para a atriz, a gestão do atual presidente é marcada pelo desmonte cultural

Da redação Publicado em 21/03/2022, às 09h32

Fernanda Montenegro disparou críticas a Jair Bolsonaro - Instagram/@fernandamontenegrooficial
Fernanda Montenegro disparou críticas a Jair Bolsonaro - Instagram/@fernandamontenegrooficial

Fernanda Montenegro, de 92 anos, não poupou críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista ao jornal O Globo, divulgada no último domingo (20), a atriz deu sua opinião sobre a atual gestão, a qual apontou como principal agente no desmonte cultural do país.

“O mais simbólico desse governo foi o fim da cultura das artes. Não tem governo radical que não pare a cultura das artes. Mas estamos nas catacumbas, vivos. E não estamos extinguidos”, disse. Catacumbas são câmaras usadas como local de sepultamento. 

SEMELHANÇA

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que a veterana fala sobre o governo brasileiro atual. Para ela, a gestão de Bolsonaro é semelhante aos tempos da Ditadura Militar.

"É pior [do que a ditadura], porque veio pelo voto. Então, há uma organização política por trás, tradicional, que opta por essa calamidade e por essa tragédia. Em todo governo de força, a primeira coisa é estrangular a cultura das artes, porque é um onde o país existe com a assinatura e com a opção de um futuro", declarou a atriz em entrevista recente ao 'Fantástico'. 

Esperançosa, Montenegro acredita que essa ‘hora trágica’ chegará ao fim. “O Brasil comprovou que não é possível ter reeleição. Foi comprovado que a reeleição exige compra, venda e aluguel do poder político. Esse homem não está no poder da noite para o dia", enfatizou ao ser perguntada sobre possíveis caminhos para transformar o país.  

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

Imortal na Academia Brasileira de Letras, Fernanda também comentou para o jornal O Globo sobre o fato de ocupar a 17ª cadeira no instituto. 

“Há muitos anos frequento a Academia porque amigos tomam posse, então eu me propus. Achei bonito o reconhecimento dessa arte de palco. Uma coisa é a dramaturgia. Outra é um ser humano em cena, jogando sua criatividade em cima de outro ser humano imaginado por um poeta, por um escritor. Cada um entra com a sua vivência, seu tempo, sua resistência, seu fôlego”, contou.

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