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Filho de Mussum desabafa sobre racismo sofrido em shopping: “Me senti humilhado”

Igor Palhano foi reconhecido como filho de Mussum recentemente após disputa judicial

Da Redação Publicado em 04/03/2022, às 12h53

Episódio de racismo aconteceu em um shopping no Rio de Janeiro (RJ) - Instagram/@dr_igorpalhano e Reprodução
Episódio de racismo aconteceu em um shopping no Rio de Janeiro (RJ) - Instagram/@dr_igorpalhano e Reprodução

Igor Palhano, filho do ex-trapalhão Mussum, relatou um episódio de racismo que enfrentou em um shopping na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O rapaz afirmou que foi impedido pelos seguranças de deixar o estacionamento do centro comercial em sua moto, uma CBR vermelha.

Segundo ele, não houveram razões que motivaram a atitude além do preconceito com sua cor de pele. “Eu me senti humilhado. Nunca fui de me sentir vitimizado. Já estou acostumado a isso e tentava levar numa boa. Mas me privaram de sair e o shopping já estava fechado”, afirmou em entrevista ao Extra, nesta sexta-feira (4).

O procedimento adotado pelos seguranças foi exigir que Igor apresentasse sua habilitação e os documentos do veículo - sem qualquer justificativa - para que pudesse ir embora. O dentista chegou a pensar que havia acontecido um roubo no shopping e pudessem estar suspeitando dele, o que não se confirmou.

“Cheguei a falar para os seguranças que aquela conduta só valia para mim. Se fosse uma pessoa branca numa moto vermelha isso não seria aplicado. Não teve nenhum relato de roubo a moto dentro do shopping. Não fazia sentido. É revoltante”, explicou.

Certo de que foi vítima de racismo, Palhano se encaminhou à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) com o advogado Gustavo Proença para oficializar a denúncia.

Além disso, o filho de Mussum declarou que pretende ir à Justiça em busca de uma “mudança social” - já que essa não foi a primeira vez que enfrentou uma situação envolvendo racismo em seus 30 anos de vida.

PATERNIDADE POLÊMICA

Vale destacar que Igor Palhano foi o último filho de Mussum reconhecido na Justiça, em 2020. O caso envolveu disputas entre os quatro irmãos do rapaz, que o excluíram do inventário do pai - até que a paternidade veio à tona através de um teste de DNA.