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Governador Eduardo Leite rebate críticas: ‘‘Nem todo gay precisa ser ativista’’

Político está comemorando um ano de namoro com Thalis Bolzan

Da Redação Publicado em 28/09/2021, às 10h38 - Atualizado às 10h39

Thalis Bolzan é especialista em endocrinologia pediátrica - Instagram/@eduardoleite45
Thalis Bolzan é especialista em endocrinologia pediátrica - Instagram/@eduardoleite45

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, deu o que falar após revelar a sua homossexualidade ao ‘Conversa com Bial’, em julho deste ano. O político está comemorando um ano de namoro com o médico Thalis Bolzan e, em entrevista ao podcast No Flow, entregou alguns detalhes sobre sua vida pessoal. 

“Na minha adolescência e juventude, imaginei que pudesse ser gay, mas me recriminei por pensar nisso. Tive então uma namorada por quatro anos. Estava apaixonado, tinha prazer com ela, foi uma grande paixão”, relembrou. 

Foi apenas há 11 anos, quando tinha 25, que Eduardo começou a se relacionar com homens. “Aquele sentimento que tive me pareceu ter sido uma fase. Mas fiquei com um cara quando eu tinha 25 anos. Eu já era vereador quando aceitei isso na minha cabeça, de que era gay". 

Quando perguntado se é bissexual, o governador negou. “Não sou bi, sou gay. Não ficaria com uma mulher porque estou comprometido e apaixonado. Aliás, estamos comemorando um ano de namoro", em menção a Thalis. 

CRÍTICAS

Desde que tornou pública a sua orientação sexual, Eduardo revelou sofrer diversas críticas e até mesmo questionamentos sobre a veracidade do namoro. Por outro lado, o governador também recebeu mensagens de gratidão dos eleitores.

"Falar publicamente sobre isso toca a vida das pessoas, me senti acolhido e pude oferecer acolhimento também. Recebi mensagens de gente que ficou mais à vontade para falar sobre o assunto com sua própria família. Mas recebi críticas de gente me cobrando erguer uma bandeira. Mandaram também mensagens para o meu namorado. 'Estão te pagando quanto para você inventar que é namorado dele', foi uma delas”, afirmou. 

Segundo Eduardo, existe uma diferença entre defender causas relacionadas à igualdade e levantar a bandeira LGBTQIA+. “Acredito que nem todo gay precisa ser ativista. Não devo ignorar os temas, claro. Evidente que devem combater o preconceito, evidente que devem fazer enfrentamento desses temas. Mas não necessariamente será a causa da vida da pessoa”, explicou. 

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