AnaMaria
Famosos / Chic!

Gustavo Merighi revela detalhes sobre papel em 'Turma da Mônica-Lições'

O ator interpreta 'Rolo' em 'Turma da Mônica-Lições'

Karla Precioso Publicado em 02/04/2022, às 15h00

O ator interpreta 'Rolo' em 'Turma da Mônica-Lições' - Instagram/@merighigustavo
O ator interpreta 'Rolo' em 'Turma da Mônica-Lições' - Instagram/@merighigustavo

Afastado dos palcos e das telas desde o início da pandemia, o paulistano Gustavo Merighi engrossa o time de artistas que está à frente da retomada cultural no país. O ator e produtor voltou à cena no início
de setembro quando começou a encenar a peça Um Passeio no Bosque, no Rio de Janeiro.

Mas esse não é seu único projeto. Ele também poderá ser visto nos cinemas na pele do icônico Rolo, no filme Turma da Mônica – Lições. Para interpretar o personagem criado por Maurício de Souza, além de usar aplique, Gustavo pintou o cabelo e a barba de azul.

A vida pessoal também vai muito bem! De olho no mercado de streaming, o artista sonha trabalhar ao lado de grandes nomes como Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Irandhir Santos, Matheus Narchtergaele, Milhem Cortaz, entre outros colegas de profissão. Além disso, quer realizar o desejo de dirigir um espetáculo. 

Como tem sido encenar Um Passeio no Bosque?
A experiência tem sido prazerosa e desafiadora. Vim para o Rio de Janeiro produzindo e atuando num
dos mais importantes espetáculos da minha vida. Cresci muito como ator. Pude realizar mais de 50
apresentações... Essas repetições amadurecem e aprimoram o trabalho do ator, além de aprofundar a compreensão das personagens. A peça é de total relevância para refletirmos sobre o atual momento político que estamos vivendo. Estou feliz!


E com relação à presença do público ainda temeroso por causa da pandemia?
Sabemos que muitas pessoas que adorariam assistir ao espetáculo não compareceram porque ainda
temem ficar em lugares fechados. Fomos afetados pelo negacionismo e desinformação científica. Apesar de todos os fatos apontarem certa desesperança, não nos deixemos vencer pelo ceticismo. Precisamos nos apegar a migalhas de esperança para lutar pela retomada de nosso espaço e voltar a presentificar nossa voz. Aliás, muita gente disse ter se transformado durante a pandemia.

Como você define o Gustavo de antes e o de agora?
Mais velho, com cabelos brancos ficando visíveis, com mais dor na lombar e mais pobre [risos]. Porém, com mais energia para criar, trabalhar, amar e cuidar do próximo. Esse hiato no tempo serviu para perceber que meus problemas não são só meus, que os seus problemas não são só seus, me fez perceber a necessidade de voltarmos o pensamento para o coletivo.

Percebi a importância de fazer algo para diminuir os abismos sociais que se ampliaram... A pandemia me serviu como uma alavanca para a minha crença no ofício de artista. Percebi como somos importantes, necessários. É isso, quando se reprime algo por muito tempo, volta ainda mais forte. Saio desse período vivo, saudável, com muita lenha para queimar e muito amor para transbordar.

Fale sobre a experiência de participar do filme Turma da Mônica...
A Turma da Mônica faz parte da infância de várias gerações. Participar de um projeto como esse
é uma honra e um marco na minha carreira e na história do cinema nacional. Fiquei muito estimulado
com o convite. Outro aspecto que considero importante é poder me comunicar, por meio desse trabalho, com jovens e crianças. Acredito que a arte, os bons exemplos e as boas histórias têm um efeito milagroso na formação do indivíduo. Torço para que os jovens tenham bons exemplos para seguir. Minha experiência foi lúdica e muito enriquecedora. E espero que seja para todas e todos que entrarem em contato com o filme.

Você pintou o cabelo de azul para interpretar o Rolo, né?
Pintei o cabelo e a barba, e ainda coloquei aplique para dar o volume. Adorei o visual. Quando o Rolo
estava nos bastidores, alegrava todos ao redor. E no momento em que a equipe viu o Rolo e a Tina juntos foi pura nostalgia, falavam que havíamos saído do gibi. O trabalho de caracterização acertou em cheio!

Que outros projetos de vida e de profissão ainda deseja realizar?
Quero estar cada vez mais presente no audiovisual como ator. É um mercado que ainda não entrei
de cabeça, ainda estou comendo pelas beiradas. Quero, num futuro próximo, participar de produções nos streamings e contracenar com alguns dos meus ídolos, como Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Irandhir Santos, Matheus Narchtergaele, Milhem Cortaz e por aí vai. Também quero, em breve, dirigir meu primeiro espetáculo. Grandes sonhos alargam nossa estrada e ampliam os horizontes, né?