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Irmã de Paulo Gustavo critica gestão de Jair Bolsonaro: ''O senhor traz escuridão e morte''

Juliana Amaral recusou as condolências do presidente na morte do ator

Da Redação Publicado domingo 30 maio, 2021

Juliana Amaral recusou as condolências do presidente na morte do ator
Juliana Amaral critica governo de Jair Bolsonaro - Instagram/@juamaral00/@jairbolsonaro

Em um dia marcado por protestos em todo o país contra o governo de Jair Bolsonaro, Juliana Amaral, irmã de Paulo Gustavo, não ficou de fora e se manifestou nas redes sociais, no último sábado (29), criticando a gestão do presidente na pandemia de covid-19. 

Por meio do Instagram, Juliana recusou as condolências enviadas por Bolsonaro no dia da morte do humorista e o acusou de ser o responsável pelas mais de 461 mil mortes de brasileiros pelo novo coronavírus. 

"Sr. presidente, me disseram algo sobre o senhor ter postado condolências à minha família. Só agora tive forças de vir responder como o senhor merece, e o mínimo que eu posso lhe dizer é que, por coerência, nunca mais ponha na sua boca o nome do meu irmão. Essa boca que disse não à vacina e condenou tantos à morte, essa mesma boca que debochou imitando pessoas com falta de ar, pessoas que viveram o horror que meu irmão viveu, não pode ser usada para pronunciar o nome dele nem lamentar a morte de todos os vitimados pela Covid", iniciou ela. 

Juliana não parou por aí e reforçou seu recado. "Também espero que o senhor não despeje sobre minha família os seus mais sinceros sentimentos pois eu não os aceito. Não sei que sentimentos tem um homem que deixa um país inteiro entregue à morte. Guarde pra você seus sentimentos e não nos obrigue a lidar com eles."

Além disso, a irmã do ator apontou o governo de Bolsonaro como "a pior gestão dessa pandemia mundial". 

"Seus votos de pesar também peço que deposite em sua própria consciência, pois é sobre o seu governo que pesa a pior gestão desta pandemia mundial. Espero que o senhor saiba que meu irmão e você não tinham nada em comum. Vocês trafegam em vias opostas. Enquanto ele ia na estrada da vida, do afeto, da generosidade e empatia, o senhor vem pelas trevas, trazendo escuridão e morte. O Brasil que o senhor comanda carrega nas costas quase 500 mil filhos mortos, e dentre eles o meu irmão", encerrou.

Nos comentários, artistas concordaram com o posicionamento de Juliana. "Ju, que linda a sua tatuagem. Que forte tudo que você disse. Que suas palavras ecoem. Você tá coberta de razão e sentido", falou Carolina Dieckmann. "Paulo VIVE em suas palavras perfeitas! O luto será transformado em LUTA! Por teu irmão e por todos meu amor. Sinta meu abraço hoje e sempre", escreveu Danielle Winits. "Mandou muito bem, Juju", disse Mariana Xavier. 

Paulo Gustavo morreu em 4 de maio, aos 42 anos, após complicações da covid-19. Ele deixou o marido Thales Bretas e os filhos Gael e Romeu, de apenas 1 ano. 

 

 

MANIFESTAÇÕES
Milhares de brasileiros foram às ruas no sábado (29) para protestarem contra o atual governo na pandemia. Artistas estiveram presentes com o uso de máscara de proteção e alguns lembraram da morte de Paulo Gustavo. 

A atriz Samantha Schmütz foi uma delas e pediu a saída de Bolsonaro da presidência segurando um cartaz escrito: "Por Paulo Gustavo e por todas as 459 mil vítimas."

Mônica Martelli também levou o nome do humorista às ruas de São Paulo em um cartaz preto. "Paulo Gustavo. 500 mil brasileiros mortos. Genocídio."

Outros famosos como Renata Sorrah, Guta Stresser, Ana Hikari e Maria Ribeiro também protestaram nas ruas. 

 

Último acesso: 31 Jul 2021 - 20:15:51 (1145675).