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Lívia Dabarian: De atriz mirim ao estrelato dos musicais

Lívia Dabarian conversou com a AnaMaria sobre memórias da época em que começou na televisão, paixão pela arte e superação

Karla Precioso Publicado em 16/01/2022, às 14h30

Lívia Dabarian tem se destacado no teatro musical - Instagram: @liviadabarian/ @nelson_para_photography
Lívia Dabarian tem se destacado no teatro musical - Instagram: @liviadabarian/ @nelson_para_photography

Figura constante nos programas mais populares do final de 1990 e início de 2000, com o grupo musical Oxigênios, Lívia Dabarian, ainda menina, participou do Programa da Xuxa, mas foi no Gente Inocente, também da Globo, que a artista mirim se destacou.

Formada em teatro musical, em Nova Iorque, foi protagonista da série Deadly Sins, do canal Discovery Channel, e interpretou a personagem Camila na primeira versão off-Broadway do musical In the Heights.

Quando voltou ao Brasil, mostrou sua versatilidade nos diferentes papéis que interpretou no teatro musical, como Rita Cadillac, em Chacrinha, O Musical; Scaramouche, em We Will Rock You; Mary Matoso, alternante da protagonista Natasha, em Vamp, O Musical, e a icônica Penn Taylor, no mesmo musical.

Ainda fez participações no canal Porta dos Fundos. Aos 33 anos, casada com Alirio Netto e morando em Madri, na Espanha, ela se prepara para interpretar nos palcos a vilã Killer Queen, no musical We Will Rock You.

Você participou do Programa da Xuxa e Gente Inocente. Você era uma criança prodígio?

Confesso que, desde sempre, tive uma predisposição para ser comunicativa, mas descobri que queria seguir essa carreira me expondo a aulas de dança... com 3 anos de idade! Comecei aula de canto e teatro aos 5. Nunca mais parei de estudar. Quis aprender piano, violão, balé jazz... Coitada da minha mãe [risos]. Então, acredito que tive a sorte e a orientação para descobrir cedo o que me faz feliz. O resto foi muita dedicação e estudo.

Quais as lembranças que guarda dessa época?

Tantas lembranças boas! A felicidade de fazer o que se ama não tem preço. Com o Oxgênios, viajamos o Brasil inteiro. No Gente Inocente passamos dias e dias ensaiando e gravando no estúdio. A cada dia, eu realizava um sonho diferente.

Você perdeu 45 quilos. Como você lida com a balança?

Apesar da enorme vitória de perder 45 kg com a bariátrica, a Luta para me manter saudável é constante. A obesidade é uma doença que requer constante atenção, e é isso que sigo fazendo: buscando o equilíbrio.

Hoje em dia, você acredita que consegue mais papéis porque está com o peso ideal? Já sofreu preconceito?

O mundo está, finalmente, mudando. Hoje vemos atrizes com corpos normais em papéis de protagonista na Broadway, por exemplo. Ainda há uma longa jornada para se normalizar corpos reais, mas acredito que estamos num lugar de libertação lindo. Quando eu estava acima dos 100 kg, esse movimento ainda não tinha tanta força. Então, sinto que perdi várias oportunidades por estar acima do peso. Gordinhas só podiam fazer papel de gordinha que falava sobre ser gordinha.

Você teve problemas de saúde, como diabetes e esteatose hepática. Como está atualmente?

Esse foi um dos principais motivos de ter feito a bariátrica. Hoje a minha saúde está superbem e controlada.

Quais cuidados você segue para manter a saúde e o bem-estar?

O mais importante para mim hoje é o equilíbrio! Para se estar bem, não podemos considerar só o físico. O mental é tão importante quanto! Sair para se divertir, comer algo gostoso, tomar um vinho são coisas essenciais. Mas procuro balancear as refeições antes ou depois para compensar e não sobrecarregar o corpo.

Atualmente, há vários concursos Plus Sizes, em que belas mulheres acima do peso ganham prêmios pela beleza e carisma. Isso é um não à gordofobia?

Vocês já viram a beleza estonteante de Ashley Graham e Fluvia Lacerda? Essa beleza precisa ser bastante comemorada! A gordofobia só vai acabar quando as pessoas entenderem que não existe o “bonita MAS gordinha”. É só “Bonita” e ponto final.

Como é ser uma das protagonistas do musical da Broadway, You Will Rock You?

É incrível! O musical é muito especial para mim, por já ter feito a mocinha Scaramouche no Brasil, onde conheci meu marido, que fazia meu par romântico. Agora tenho a oportunidade de fazer a vilã Killer Queen. Que presente eu ganhei! Só posso comemorar.

Um recado para as leitoras...

Lembrem-se sempre: nós, mulheres, somos seres de uma força linda e muito poderosa. Por isso, se inspire na jornada de outras mulheres, mas saiba que você tem o potencial de ser quem você quiser. E nunca desista de buscar seus sonhos, porque eles são possíveis, sim!