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Mais um: Zé Ramalho cancela participação em álbum de Sérgio Reis

Guarabyra, Maria Rita e Guilherme Arantes já haviam pulado fora do projeto

Da Redação Publicado em 22/08/2021, às 07h48 - Atualizado às 07h48

Zé Ramalho também largou o projeto de Sérgio Reis - Instagram/@carluzdias
Zé Ramalho também largou o projeto de Sérgio Reis - Instagram/@carluzdias

O cantor Zé Ramalho anunciou, no último sábado (21), que não vai participar mais do novo álbum do cantor Sérgio Reis. Além disso, ele desautorizou o uso de sua música "Admirável Gado Novo" pelo sertanejo.

De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, no jornal 'O Globo', embora o artista tenha estado como convidado na gravação da canção 'Admirável Gado Novo' em maio de 2019, no disco do cantor Sérgio Reis, disse que essa gravação perdeu o sentido em 2021. Assim, tanto o compositor quanto sua gravadora não vão autorizar a utilização da obra.

RELEMBRE A MÚSICA:

Esta não é a primeira baixa no trabalho. Após Gutemberg Guarabyra, famoso pela dupla Sá e Guarabyra, anunciar que não irá participar mais do novo disco do sertanejo, os cantores Maria Rita e Guilherme Arantes também comunicaram ao 'O Globo' que também estão fora do novo álbum.

"Maria Rita não faz mais parte do projeto (de Sérgio Reis)", informou a assessoria da artista para o jornal carioca. Ela já havia gravado com o cantor uma versão inédita para a música "Romaria" (de Renato Teixeira), famosa na voz de Elis Regina, sua mãe. 

Guilherme Arantes também alegou que o dueto inédito de "Planeta água", igualmente previsto para compor o repertório do novo trabalho de Sérgio Reis, não tem mais autorização para ser incluído no álbum. 

Para a publicação, o cantor e compositor explicou que a gota d'água "sem querer brincar de trocadilho" foi Sérgio Reis dizer que não é frouxo, pois não é mulher. "Para mim, essa expressão bastou. Chega", ressaltou o cantor. 

"Não quero mais participar, e ponto final. "Planeta água" é uma ode ao espírito feminino da natureza, chave da alma brasileira. A água é o elemento-símbolo do Brasil , elemento-chave da natureza feminina do universo. E é no feminino que está a força desse elemento da vida. Assim, e só por conta desse equívoco, ficou incompatível a canção com o intérprete", explicou.

RELEMBRE A MÚSICA:

O QUE ACONTECEU?
Sérgio Reis foi parar nos assuntos do momento, na última segunda-feira (16), após se envolver em uma verdadeira polêmica. Acontece que o cantor teve um áudio seu vazado, em que afirma que os caminhoneiros parariam o país, com o apoio dos produtores de soja, caso o STF (Supremo Tribunal Federal) não afastasse todos os ministros de seu cargo.

"Se em 30 dias não tirar os caras, nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra. Pronto. É assim que vai ser. E a coisa está séria", diz o cantor.

O objetivo da manifestação era trazer de volta o voto impresso, cuja PEC (Proposta de Emenda à Constituição) foi rejeitada na Câmara dos Deputados recentemente - a medida precisava de, no mínimo, 308 votos favoráveis para ser aprovada, porém recebeu apenas 229. "Não é um pedido, é uma ordem. Assim que eu vou falar com o presidente do Senado", garantiu ele.

No entanto, a repercussão da gravação ganhou proporções negativas que acabaram afetando diretamente a saúde de Reis. Em entrevista ao jornal Metrópoles, a esposa do sertanejo, Ângela Bavini, informou que o artista está passando por um período depressivo: "Ele foi mal interpretado. Ele quer apenas ajudar a população. Está magoado demais".

"O Sérgio foi induzido por pessoas que dizem estar em um movimento tranquilo. No fim, todo mundo vaza [some], e sobra para ele, que é uma celebridade", acrescentou. 

Além disso, ela garantiu que é contra qualquer envolvimento político do marido e que sempre tenta alertá-lo das consequências que falas como essa podem gerar. Segundo Bavini, o estresse causado pelo áudio causou um pico de diabetes, mas que o cantor segue bem e descansando. "O Sérgio às vezes não tem noção do nome dele, do tamanho dele", disse.

Na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao cantor Sérgio Reis. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), com o objetivo de apurar se o cantor cometeu o crime de incitar a população a praticar "atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes".