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Famosos / Entrevista

Natália Lima largou os escritórios para interpretar Cintia Abravanel na TV; conheça

Publicitária integrará o elenco da série ‘O Rei da TV’

Karla Precioso Publicado em 19/12/2021, às 08h00

Natália trabalhou como publicitária até os 25 anos - Instagram/@itsnatalialima
Natália trabalhou como publicitária até os 25 anos - Instagram/@itsnatalialima

Natália Lima sempre adorou o palco, o brincar de criar personagens, mas o tempo passou e o sonho foi ficando distante. Consciente de que a profissão era uma área concorrida e incerta, optou por um plano B, que lhe desse mais estabilidade: cursou Publicidade e Propaganda. Aos 25 anos, jogou tudo para o alto e investiu na carreira de atriz. Se formou na Escola de Atores Wolf Maya e sua primeira peça de teatro foi 'Listrada?', em 2018. Depois vieram Bruxas de Salém, entre outras.

Agora, ela fará sua estreia na televisão, interpretando Cintia Abravanel, na série 'O Rei da TV', que narra a trajetória de Silvio Santos, pela plataforma Star+. Se o início de uma nova carreira no auge dos 30 anos assusta a atriz? “Estamos em constante transformação. Nossos desejos e visões mudam. E, assim, vamos tentando encontrar caminhos”, fala com convicção. Certíssima ela! Vem ver.

Está com 30 anos e fazendo sua estreia na TV. O que isso significa para você? Estou muito feliz e grata por essa oportunidade. Tenho consciência de que o caminho do ator é longo e estou começando, mas estrear na série O Rei da TV é um privilégio!

Já conhecia a história da primogênita de Silvio Santos, Cintia Abravanel? Conhecia muito pouco e me surpreendi conforme fui me aprofundando. Passei a admirá-la e percebi algumas similaridades entre nós. Nós duas transbordamos emoções pelo corpo todo.

Você decidiu investir na carreira de atriz aos 25 anos. Se arrependeu de ter demorado para tomar a decisão?
Às vezes, me questionava, sim, mas hoje sinto que tudo tem o seu tempo. O teatro foi e ainda é um lugar de muita desconstrução e descobertas, e a publicidade me trouxe muitos ganhos também. Ela faz parte do meu caminho.

O que levou você a abandonar a estabilidade de uma profissão para iniciar em outro universo tão instável?
Sendo sincera, não sei se tive muita escolha [risos]. Existia uma pulsão dentro de mim, uma necessidade de mudança, de me redescobrir e de me expressar de maneira diferente. A arte me transforma. Sou uma pessoa intensa.

Que conselho daria a quem também sonha com uma profissão, mas se sente inseguro?
Acredito que os sonhos nos movem. Não poderia nunca deixar de sonhar, mas acho importante sonhar com os pés no chão. Meu conselho é: vá atrás dos seus desejos de coração aberto, mas entenda que, talvez, seja necessário um plano B. No meu caso, faço pós-graduação em Arteterapia. A vida não é um roteiro a ser seguido, não cabe em caixinhas. Ela é impermanente. Estamos em constante transformação. Nossos desejos e visões mudam. E, assim, vamos tentando encontrar caminhos.

Passou por alguma crise de idade?
Ah, com certeza! Acho que passei por muitas crises, mas considero esses momentos de suma importância. Eles me ajudaram a crescer e a me redescobrir. Aprendi que travessias são necessárias. 

Ainda há quem pense que a mulher só é feliz se for casada e mãe. Como lida com essas imposições sociais?
Pois é, mesmo com toda a luta, ainda existem pensamentos presos em “caixinhas”, como se existisse um caminho unilateral para a felicidade. Cada ser é único e cada mulher tem o poder de escolha sobre a própria vida. Cada pessoa tem sonhos e objetivos de vida distintos. Nesse quesito, lido com tranquilidade. Não vou permitir que me digam como eu tenho que ser ou fazer. Pode ser que, no futuro, eu ‘forme’ minha família e pode ser que não role, mas, seja qual for minha escolha, ela será por mim.

Qual sua relação com o espelho? Gosta do que vê?
Com o tempo, aprendi a mudar o meu olhar sobre mim mesma, calar muitas vozes que me disseram que eu era isso ou aquilo. Aprendi a valorizar minhas características. Então, sim, na grande maioria dos dias, eu gosto muito do que vejo, mas também é importante dizer que há dias que eu não gosto tanto... As nossas emoções são flutuantes e, nesses dias, me acolho e busco entender que é uma percepção momentânea.

Já se sentiu pressionada pela ‘ditadura da beleza’?
Sim! Ouvia constantemente que eu era ‘grande demais’. Hoje em dia, questiono: o que é ser grande demais? Cada um tem suas características, mas somos bombardeados o tempo todo com imagens de um ideal inalcançável. Fico feliz que isso vem mudando e podemos ver cada vez mais perfis mostrando corpos reais. As maiores loucuras que fiz em busca de um ideal foram dietas bem restritivas. Mas, hoje, me tornei vegetariana e busco me alimentar de maneira saudável. Zelo pelo meu corpo com amor.