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Famosos / Luto

''Quando soube, fiquei doido'', diz Raul Gazolla sobre morte de Daniella Perez 

Em entrevista, ainda ator se emocionou com homenagem de Gloria Perez, mãe da atriz

Da Redação Publicado em 03/03/2021, às 10h55 - Atualizado às 10h55

Raul Gazolla deu entrevista para a Record TV - Divulgação/Record TV
Raul Gazolla deu entrevista para a Record TV - Divulgação/Record TV

Raul Gazolla relebra o dia em que soube do assassinato de sua então esposa, a atriz Daniella Perez, em entrevista ao programa "A Noite É Nossa", que vai ao ar nesta quarta (3) na Record TV. Ela foi morta pelo também ator Guilherme de Pádua, seu par romântico na novela "De Corpo e Alma", e pela mulher deste.

Tudo aconteceu em dezembro de 1992. "Eu me lembro que estava no velório e que não tinha forças para nada. Eu estava há 24 horas sem comer nem dormir. Eu nem sabia como ela tinha sido assassinada porque não me deixavam ver televisão. Quando soube, fiquei doido", conta.

Raul relebra ainda que quase aceitou uma oferta para se vingar do assassino: "Um conhecido me chamou e falou: 'Gazolla, a gente vai dar 'cabo' do cara. Eu falei: 'Não, eu não quero! Ele precisa viver porque tem muita coisa para contar'. E ele está aí, graças a Glória e a mim, porque a gente não quer fazer a mesma coisa que ele fez. Se não tem a justiça do homem, tem a divina", diz.

EMOÇÃO
No programa, o ator ainda se emociona com uma homenagem de Gloria Perez, mãe de Daniella. Ele conta que a autora de novelas só se sentiu pronta para escrever um papel para o ex-genro em 2001, quase dez anos após a morte da filha.

"Ela me ligou e falou: 'Raul, eu já posso trabalhar com você'. Temos uma grande amizade, e eu tenho um carinho absurdo pela Glória. Tanto que minha filha mais nova a chama de avó. Sou amigo e fã incondicional do trabalho dela", ressalta.

CASO DANIELLA PEREZ
Em 28 de dezembro, o crime contra Daniella Perez, completou 28 anos. O assassinato da filha da autora de novelas Glória Perez, é considerado um dos crimes mais brutais conhecidos no Brasil. Na época, Dan tinha apenas 22 anos.

De acordo com o site Aventuras na História, a atriz e dançarina caiu em uma emboscada, após as gravações da novela, em 1992. O casal, então, a matou com mais de 18 golpes de faca. Segundo os resultados da autópsia que saíram na ocasião, Dani teve o pescoço, o pulmão e o coração perfurados.

Na época, a mãe da vítima precisou reescrever o rumo dos personagens Yasmim, interpretado pela filha e seu par romântico Bira, interpretado pelo assassino. O sumiço da personagem Yasmin, foi explicado com uma viagem de estudos para o exterior, já o personagem interpretado por Pádua, simplesmente deixou de existir.

De acordo com a investigação do crime, Guilherme estaria pressionando a atriz a convencer sua mãe, autora da novela em que Pádua e Perez contracenavam, a aumentar sua participação na trama, que havia sido diminuída justo na semana do assassinato. Ainda segundo os arquivos, o ex-ator não ficou satisfeito e arquitetou o crime junto de sua esposa, que tinha um ciúmes doentio da então mulher de Raul Gazolla.

Na ocasião, em menos de um dia a notícia já havia rodado o país e, para não levantar nenhuma suspeita, o assassino compareceu ao velório da vítima, fingindo estar abalado com o acontecimento. No mesmo dia, o casal acabou confessando tudo.

CONDENADOS
Na noite do episódio brutal, uma testemunha ligou para a polícia descrevendo que havia avistado uma movimentação estranha na região da Barra da Tijuca e informando as placas dos veículos que estavam no local. A polícia, então, começou uma investigação e perceberam que o carro de Pádua se encaixava com a descrição da testemunha, além de perceberem que o ator havia mudado sua placa.

Guilherme e a esposa foram detidos imediatamente e condenados por homicídio duplamente qualificado: por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. Eles foram sentenciados com 19 anos e seis meses de regime fechado, mas só cumpriram seis. Hoje, Guilherme é pastor evangélico e não é mais casado com Paula Nogueira, de quem se separou em 1994.