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Silvio Santos faz desabafo em carta: ''A cada dia, minha memória vai se apagando''

No documento, divulgado nas redes sociais, o apresentador tece críticas à sua biografia

Da Redação Publicado em 22/10/2020, às 08h33 - Atualizado às 08h36

Silvio Santos eu seu programa dominical, no SBT - SBT/Divulgação
Silvio Santos eu seu programa dominical, no SBT - SBT/Divulgação

Longe da TV há algum tempo, Silvio Santos escreveu uma carta, compartilhada por seus familiares nas redes sociais, esta semana, na qual ele desabafa sobre sua situação atual e memórias passadas. A escritura fará parte do livro ‘Sonho Sequestrado’, de Marcondes Gadelha, e abordará a corrida de Silvio pela presidência do Brasil, em 1989.

Datada de 31 de julho de 2020, o apresentador inicia a carta abrindo seus sentimentos ao ler o livro: "Como muito de meus órgãos, incluindo o óbvio, que não funciona há muito tempo, minha memória a cada dia que passa vai se apagando vagarosamente. Este seu livro me lembra de acontecimentos que eu já tinha esquecido e me deixa emocionado a cada página que leio".

Em outro momento, ele detalha como teria sido sua gestão política, caso tivesse seguido em frente.

"Considero que estava qualificado para exercer a Presidência da República e tenho certeza de que a equipe que escolheria, no mínimo, melhoraria as condições das pessoas mais necessitadas neste país. Parte do povo mais humilde do Brasil, infelizmente, ainda vive debaixo de pontes, em casebres de papelão ou de madeira, onde, muitas vezes, só tem um prato de feijão para comer e ainda precisa se preocupar com saúde e com os remédios que precisa tomar”, disse.

E completou: “Minha atuação seria voltada para esses temas que tanto  afligem a nossa pobre população. Os demais problemas do nosso país seriam enfrentados também pelo presidente Silvio Santos, mas preservada sempre a prioridade dada à habitação e à saúde”.

MEMÓRIAS

Silvio elogiou o modo com que o livro foi escrito por Gadelha, e reafirmou a emoção. “Me deixou por diversos momentos com lágrimas de saudade e emoção ao trazer de volta aqueles compromissos”, memorou.

Por fim, o patriarca dos Abravanel questionou se sua decisão de não seguir carreira política foi saudável para a família.

"Hoje, com 90 anos, me pergunto se teria sido bom para mim, para a minha família, para a minha televisão e para as pessoas que gostam de mim ter colocado a faixa verde e amarela que estampa a capa do livro. Sei, porém, que teria sido bom para a causa. E isso me basta. O desafio, então, estava aceito em qualquer circunstância”, finalizou.

(Fotos:Reprodução/Instagram)