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Homem com sobrenome de Bom Sucesso perde ação contra Globo por novela

Homem chamado Bom Sucesso perde ação contra Globo por uso do nome em novela

Da Redação Publicado em 02/01/2020, às 11h30

'Bom Sucesso' é a atual trama da faixa das 19h da TV Globo - TV Globo
'Bom Sucesso' é a atual trama da faixa das 19h da TV Globo - TV Globo

Um homem chamado José Bom Sucesso moveu uma ação contra a TV Globo, e perdeu em 1ª instância, alegando uso indevido de seu sobrenome.

De acordo com o UOL, ele pediu na Justiça o valor de R$ 19.960 de indenização. Ele alega que sofre dano moral em razão da exibição da novela Bom Sucesso, atualmente apresentada na faixa das 19h.

Na ação, destaca que a emissora "vem utilizando seu sobrenome indevidamente em título de novela, uma vez que não possui autorização para isso". 

Para justificar o processo, o autor anexou folhas escritas à mão dizendo que sua família havia patenteado a marca "Bom Sucesso".

Antes de ingressar com a ação, José fez um Boletim de Ocorrência contra a Globo em julho, alegando os mesmos motivos descritos no processo judicial.

SEM RELAÇÃO

Os advogados da emissora explicaram que o título "Bom Sucesso" "não possui qualquer relação com o sobrenome do réu, sendo, na verdade, um jogo de palavras com o nome do bairro carioca de Bonsucesso, onde se passa a trama". 

A TV Globo declarou ainda que os manuscritos apresentados pelo autor não têm qualquer validade, e que no Brasil diversas localidades têm o nome de Bom Sucesso ou Bonsucesso. 

"VERGONHOSA"

Segundo o site, o juiz Cléverson de Araújo, da comarca de Piracaia, interior de São Paulo, julgou improcedente o pedido do autor. Em sua decisão, o juiz concluiu que não há qualquer conexão que pudesse desabonar a imagem do autor da ação. 

"O autor tem o mesmo sobrenome que um bairro do Rio de Janeiro que inspirou a novela produzida pelo réu. A produção artística não tem nenhum vínculo com o autor, não explora sua imagem, tampouco lhe causa qualquer espécie de dano. Não há nem sombra de motivo que justifique indenização. Vergonhosa, para dizer o mínimo, a pretensão reparatória deduzida. Diante do exposto, julgo improcedente o pedido", decidiu.

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