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Filme ‘Eduardo e Mônica’ chega aos cinemas: vale a pena assistir?

Baseado na canção de Renato Russo, ‘Eduardo e Mônica’ emociona fãs

Nicole Cantagallo, com supervisão de Vivian Ortiz Publicado em 20/01/2022, às 08h40

Eduardo e Mônica - Instagram/@eduardoemonicaofilme
Eduardo e Mônica - Instagram/@eduardoemonicaofilme

Se tem uma história que quase todo mundo conhece é a de ‘Eduardo e Mônica’, famosa na voz de Renato Russo e do Legião Urbana. Agora, o casal mais popular da música brasileira ganhou rosto nas telonas. O filme ‘Eduardo e Mônica’, dirigido por René Sampaio, estreia nesta quinta-feira (20) nos cinemas.

Tudo começa exatamente que nem na canção: Eduardo abre os olhos e não quer se levantar, enquanto Mônica já está no outro canto da cidade com seu conhaque, pronta para começar o dia com uma cara fechada e muitas lembranças de uma pessoa importante.

Gabriel Leone, com os cabelos bagunçados e uma roupa que está sempre amassada, representa exatamente o menino de dezesseis anos, que ama novelas e joga futebol de botão com o avô. Com um carisma exclusivo e o jeitinho espontâneo, mas sem perder a timidez, se mostra alguém puro coração, disposto a se aventurar com Mônica no verão de 1986, pós-ditadura militar, em Brasília (DF).

Alice Braga dá vida a uma mulher que representa a oposição da Ditadura: se manifesta, se impõe e preza por um Brasil democrático. Dá para lê-la como uma versão feminina de Renato Russo, aquele que curte ler Manoel Bandeira e escutar a banda inglesa de rock Bahaus.

E não é que a residente de medicina se envolve com o vestibulando, passeando nas mais diversas paisagens paradisíacas da capital brasileira. Ambos acompanhados de um bom rock, que vai desde o próprio Legião Urbana, com o clássico ‘Geração Coca-Cola’, ou ‘Should I Stay or Should I Go’, da banda The Clash.

Para os amantes do Legião, o longa-metragem é um verdadeiro presente por conta de seu clima solar. Renato Russo ainda se faz presente nas palavras de Eduardo, e suas piadas extremamente descontraídas com Mônica, e na jovem médica, que se descobre na arte ao expor seus sentimentos.

DOSE DE REFLEXÃO

A personagem de Alice Braga, apesar de mais velha, aprende muito mais que Eduardo. Mônica se torna uma mulher capaz de entender que estar ao lado de alguém que se ama é uma experiência única e cada segundo é eterno. Por outro lado, Eduardo amadurece fisicamente, o que favorece ainda mais a beleza de Gabriel Leone, e, mesmo com pouca experiência de vida, traz uma das maiores lições para um casal: o respeito à liberdade individual. É lindo vê-los livres, leves e soltos ao longo de duas horas.

Nem tudo são flores e, como uma boa comédia romântica, os dois passam por diversas crises devido a diferença de idade, estilos de vida e, principalmente, um namoro à distância. Sempre com um bom rock ao fundo, fica evidente que o respeito às diferenças é a base do filme e de todo e qualquer relacionamento.

A ideia fica ainda mais clara quando se coloca o fim da Ditadura no cenário. Mesmo com opiniões adversas, Mônica e o avô de Eduardo se entendem e conseguem conviver juntos. É uma dose de reflexão que estamos precisando para o ano de 2022, além de um momento para celebrar o amor, em tempos tão complicados e tristes para a população. Nota 10/10.