"A gente sente coisas que não têm uma explicação", diz Irene Ravache 

Atriz solta o verbo com sinceridade sobre feminismo, drogas, culpa e sexualidade

quinta 8 novembro, 2018
Irene Ravache está em Espelho da Vida
Irene Ravache está em Espelho da Vida Foto:Divulgação/TV Globo

No ar como a Margot da novela global Espelho da Vida, Irene Ravache fala sobre semelhanças e diferenças com a sua personagem, conta o que abala a sua fé e sobre como é contracenar com o neto. Confira!

Você já declarou que a Margot é a personagem mais parecida com você que já interpretou. Em que sentido acha que são parecidas?
Assim como eu, ela é dona de casa, agregadora e gosta de criança. Tem jeito simples, não se enfeita muito, é curiosa sobre as coisas que não vê, mas sente, sobre a vida e sensações.

Você tem essas curiosidades?
Acho que, às vezes, a gente sente coisas que não têm uma explicação. Eu não tenho um comportamento cético em relação a isso, mas também não tenho uma definição clara de que seja um fenômeno ou algo espírita. Fico aberta para saber o que pode ser. Não me incomodo quando não consigo ter uma explicação racional para algo. Não preciso rotular nada.

E quais as diferenças mais marcantes entre vocês?
A Margot tem uma perda muito grande na vida e um mistério que a autora não me revelou ainda o que é. Já eu não tenho coisas nubladas nem misteriosas na minha vida. 

Aliás, entre as personagens que interpretou, qual considera a mais diferente de você?
A Clô, de Pega Pega [Globo, 2017], era bem diferente de mim. Eu adorava fazer, pois isso é desafiante. Ela era muito fria, vaidosa, montada, usava roupas belíssimas, tinha um cabelo impecável, o que não tem nada a ver comigo. Mas eu adorava vestir aquelas roupas! [risos] 

A Margot é muito espiritualizada. Você é espírita?
Não sou espírita, fui criada na Igreja Católica Apostólica Romana, mas não sou muito de seguir religião. Mas eu respeito todas as religiões. Acho que, em algum momento, elas acabam se encontrando sempre. Encontram-se na procura pelo divino, em algo que
vai além do nosso conhecimento. É uma busca do ser humano.

O que abala a sua fé e como busca recuperá-la?
Quando vejo algo de ruim acontecer, principalmente com criança, costumo perguntar por que isso ocorre com um inocente. E, nessas horas, fico muito descrente. O que reforça a ideia de que existe algo a mais ligado à perfeição da natureza, no reino animal, vegetal... Não é possível que tudo isso se deva apenas a um grande estouro no universo. Não é só pela beleza, pois tudo funciona quase que matematicamente e isso me leva a achar que, talvez, isso venha de uma inteligência superior. Talvez seja um lado romântico da minha parte. Mas isso reforça a minha fé.

Esta é a terceira vez que você contracena com seu neto, Cadu Libonati, em uma produção de televisão [eles estiveram juntos em Malhação, 2014, e Além do Tempo, 2015]. Vocês ficam nervosos em contracenar um com o outro?
Eu fico muito à vontade, mas a verdade é que, quando estou contracenando com ele, esqueço que é o meu neto. Ele vira meu colega, um colega com quem me sinto muito à vontade para contracenar.

Confira a entrevista completa na edição 1152 de AnaMaria, que já está nas bancas.

Fabrício Pellegrino
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