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Amanda Françozo relembra dificuldades na gravidez tardia: ''Milagre da vida''

A apresentadora atribui sua realização à fé e força do pensamento positivo

Karla Precioso Publicado em 21/08/2020, às 09h00

Feliz e realizada, ela garante que ser mãe transformou sua vida para muito melhor - Instagram/@amandafrancozooficial
Feliz e realizada, ela garante que ser mãe transformou sua vida para muito melhor - Instagram/@amandafrancozooficial

Mulher de muita fé, além de dona de uma beleza e carisma ímpares, aos 17 anos e muitos sonhos na mala, Amanda Françozo deixou Ibaté, no interior de São Paulo (SP), e se mudou sozinha para a capital paulista. 

Desde menina, alimentava o sonho de se tornar artista e precisava enfrentar a metrópole para realizá-lo. E assim o fez. Entre comerciais, também encarou testes para ser dançarina do programa Fantasia, do SBT, um sucesso nos anos 1990. E passou! 

Mas Silvio Santos reparou que a bela morena tinha um quê a mais. Dois meses depois, ela já havia se tornado uma apresentadora. São 20 anos de carreira, trazendo no currículo várias atuações, como Geração Country (Gazeta), Bom Dia Mulher (RedeTV!), Hoje em Dia (Record TV), Revelações Sertanejo e De Papo com Amanda Françozo (este com estreia prevista após passar a fase da Covid-19), na TV Aparecida. 

É sobre religiosidade, família e maternidade que a AnaMaria conversou com ela. E o resultado você confere agora.

A FÉ 
Contratada da TV Aparecida, Amanda, 41 anos, declara sua imensa felicidade por atuar numa emissora que define bem seus pensamentos e propósitos de vida: “Quem me conhece sabe da minha religiosidade. E aliar isso à minha missão, que é a comunicação, é mais uma vitória que Jesus me proporcionou. Creio em Deus e enxergo suas obras como livramento. Todos os dias agradeço as bênçãos, as lições e até as dificuldades. Sim, porque tudo é obra do Senhor. Momentos difíceis todos nós temos, mas a fé é o combustível principal da vida. E é essa comunhão com Deus que me fortalece e dá esperança para todas as decisões que devo tomar. Só a fé nos faz caminhar com mais certeza e ir mais longe, bem mais longe”, fala, emocionada. 

LAÇO COM O HOSPITAL DE AMOR 
Antigo Hospital de Câncer de Barretos, o Hospital de Amor tem um marco importante na vida da apresentadora: “Conheci o Henrique Prata, presidente da instituição, num evento. A partir daquele dia, passei a fazer visitas ao hospital. Fui conhecendo mais de perto o trabalho e me encantei. O acolhimento e tratamento aos pacientes são a mais pura manifestação de Deus. Onde há amor e espiritualidade, há bênçãos. Aquele lugar é sagrado, tem luz naquele ambiente, apesar da dureza que é lidar com o câncer. Logo, o Henrique me convidou para apresentar os programas institucionais. Levar ao conhecimento de muita gente a filosofia de amor ao próximo que fez com que a instituição se tornasse referência internacional na área da oncologia e em humanização no atendimento hospitalar é mais um milagre da minha vida. O Hospital de Amor é a prova viva de que é possível fazer com que uma gestão pública funcione com excelência e beneficie aqueles que mais precisam”, conta ela, orgulhosa.

EXPERIÊNCIA EM FAMÍLIA 
“Há 15 anos, minha avó foi diagnosticada com câncer raro de vulva. Se tratou (e se curou) em Barretos. O tratamento lá é diferenciado mesmo. Três anos atrás, ela enfrentou outra batalha: o câncer de mama. Recorremos novamente ao Hospital de Amor. Graças, especialmente a Deus, que guia as mãos de todos os profissionais, ela se curou também. As batalhas são muitas, mas não me derrubam, porque, a cada intempérie, minha fé só aumenta”, relata. A mãe de Vitória conta ainda que, nesse tempo de envolvimento com o trabalho da instituição, sua visão a respeito da religiosidade só se ampliou: “Muitos pacientes dizem que a doença os fez ver Deus de outra forma: mais próximo. Isso é lindo! Lá, é possível realmente enxergar Cristo ao nosso lado. Apesar da dor de pacientes e familiares, você caminha pelos corredores e encontra paz. Saio dali lubrificada de amor”. 

MILAGRES DA VIDA
Com ternura na voz e convicção naquilo que acredita, Amanda nos abre os olhos com sua lição de espiritualidade e positivismo: a vida é um milagre, mas muita gente não percebe isso porque não consegue olhar além da rotina de seus afazeres. 

Os milagres acontecem com todo mundo, basta olhar a vida com maior confiança e amplitude, e estar conectado à luz sagrada: “Sou muito temente a Deus e estou certa de que minhas conquistas são resultado de muita oração e da força do pensamento positivo. Não é à toa que vivo infindáveis milagres. Dormir e acordar já é um deles”, termina.

GRÁVIDA AOS 40 
Aos 39 anos, Amanda foi a uma consulta e sua médica recomendou o congelamento de óvulos, pois, caso desejasse engravidar depois dos 40, talvez tivesse certa dificuldade. Não foi necessário. 

Quis o destino que ela engravidasse naturalmente e desse à luz sua primeira filha, Vitória, logo ao completar 40 anos, e apenas dois meses após parar de tomar anticoncepcional para fazer a coleta: “Eu pensei em congelar os óvulos para ter alguns anos de expectativa. Rolou bem diferente... Mas, quando acontece assim, tão repentinamente, você vê que é melhor do que se tivesse programado. Como sou muito religiosa, acredito que fui escolhida por Deus. E Vitória, que está completando 1 ano, veio ao mundo”, conta a apresentadora. 

A também jornalista revela os incômodos físicos que sofreu: “Tive enjoos nos três primeiros meses. Quase não conseguia comer, até emagreci no início. Porém, isso não me abalou. Curti cada momento de mais esse milagre da vida. Trabalhei, viajei... Não posso reclamar”, comemora. 

“Passado o mal-estar, levei um susto. Um dia, tive taquicardia e fiquei apavorada. Corri para o hospital, apesar de minha ginecologista me tranquilizar dizendo que algumas grávidas passam por isso. Mas eu tinha certeza de que estava sofrendo um infarto. Deus esteve comigo de novo. Foi só mais um sintoma relativamente comum. Deve ter sido pelo misto de emoções que eu vivia. Não achava que engravidaria tão rápido, precisava reestruturar minha rotina, tinha a distância geográfica separando a mim e ao Gregor Ferreira, meu noivo, que mora em Araraquara... Não bastasse, depois, constatou-se uma quantidade elevada de líquido amniótico. Corria o risco de a Vitória nascer prematura. Isso não aconteceu. De novo: é Deus agindo sempre na minha vida”. 

Emocionada, ela ainda fala: “A maternidade é o ápice da divindade. Ter uma criança em casa é constatar a presença de Deus o tempo todo ali”. 

A SURPRESA 
Como ficar grávida tão rapidamente não estava em seus planos, a ex-dançarina confessa ter ficado assustada e até um tanto melancólica no início da gestação: “Creio que isso aconteceu porque, num primeiro momento, fiquei preocupada de como seria minha vida a partir dali. Foi um momento de aceitação mesmo. Mas Deus vai colocando as coisas no lugar e, hoje, vivo os melhores dias da minha vida. Tenho plena convicção de que a Vitória veio na hora exata, ainda que eu não tivesse planejado. Eu já tinha feito tudo o que sempre quis sem filho. Morava sozinha havia 22 anos, tinha muita liberdade na vida pessoal. Estava numa etapa que pedia mesmo uma mudança. Também vivia (e vivo) um relacionamento sério, de muita cumplicidade. Como tudo na minha vida, esse meu momento teve os olhos de Deus e veio de uma forma melhor do que se eu tivesse organizado tudo para isso”, declara. 

Ela continua morando em São Paulo e o noivo no interior, a 280 km da capital. Mas a distância geográfica entre o casal nunca foi motivo para insegurança: “Ele é empresário do ramo imobiliário e não pode deixar tudo para viver longe dos negócios. Mas, desde o dia que recebeu a notícia, já se tornou um paizão. Foi a surpresa mais feliz da vida dele também. Temos uma relação esclarecida. A Vitória é a nossa aliança mais profunda, de cumplicidade”, conta.

MANTRA DE MÃE 
“A Vitória é uma dádiva! Desde quando estava na minha barriga, eu digo diariamente: ‘Filhinha, você vai ser uma menina boa, generosa, amorosa, feliz, próspera, vitoriosa, simpática e, acima de tudo, com muita fé em Deus’. Virou meu mantra, afinal, Deus escuta o que dizemos.”