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Bacci e a proeza de (se) reinventar; que sirva de exemplo a todos nós!

O luto de Luiz Bacci foi doloroso. Porém, também o levou a desafios e vitórias que talvez nem mesmo ele esperasse.

Márcia Piovesan Publicado em 17/12/2018, às 12h25 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Marcelo Rezende faleceu em 16 de setembro de 2017 - Edu Moraes e Roberta Borges
Marcelo Rezende faleceu em 16 de setembro de 2017 - Edu Moraes e Roberta Borges

Há um ano e três meses o Brasil chorava a morte de um de seus jornalistas mais queridos: Marcelo Rezende. O grande repórter investigativo e, então, âncora do Cidade Alerta, da RecordTV. 

Além de todo o seu trabalho irretocável na carreira, ele conseguiu uma proeza: reinventar o jeitão de fazer o jornalismo policial. Mestre que era, deixou em seu legado gratas revelações, como Luiz Bacci, seu substituto no telejornal que tem deixado a concorrência de cabelo em pé!

Praticamente descoberto por “Marcelão”, hoje, o “menino de ouro” rouba a cena e nos mostra que transformou o luto pela perda do grande incentivador numa ferramenta vital para seguir adiante. 

Cheio de garra e talento, aos 34 anos, Bacci conseguiu o que parecia impossível: mais uma vez inovou a fórmula do policial. Como? Vamos lá que a gente desvenda esse mistério sem precisar apelar para outro gênio: Percival de Souza, companheiro dele na atração.

Lá atrás, Rezende reciclou o gênero consagrado por ícones como Gil Gomes, trazendo leveza às terríveis notícias diárias. O Cidade seguiu retratando nossa dura realidade, é certo. Mas Marcelo, entre uma catástrofe e outra, produzia humor, garantia “respiros” com a ajuda do amigo Perci. 

Pois bem, Bacci (e sua empenhada equipe e direção) passou a “humanizar” seu programa, atualmente mais voltado a pessoas desaparecidas. A chave é pegar um caso e, na cola da polícia, ajudar a desvendar os crimes. 

Bacci passou a transformar familiares das vítimas em protagonistas do telejornal. Se une a eles na dor, se compromete em colaborar na solução dos dramas e só os deixa quando as autoridades chegam ao fim da situação. 

Ao usar a força do jornalismo da Record, virou amigo dessas pessoas sofridas. E, em casa, o público fiel compra a briga. Tanto que muitos encaram o Cidade como um reality. O duro é que é... só que da vida trágica de tantos por aí. 

Bacci vem no embalo de outras feras que reinventaram a forma de dialogar com o povo. Reinaldo Gottino, ao lado do parceiro de Balanço Geral, Renato Lombardi, é outro exemplo que vale de inspiração. Beijos!

Márcia Piovesan é jornalista multimídia, especialista e crítica de TV e celebridades. Também é radialista, influenciadora digital, participa de atrações como o A Tarde É Sua (RedeTV!) e dirige o portal de notícias que leva seu nome.