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Bolsonaro espera 500 mil apoiadores nas ruas em 7 de setembro

O presidente tem expectativa de público igual ao de ato para impeachment de Dilma Rousseff em 2016

Da Redação Publicado em 02/09/2021, às 16h32 - Atualizado às 16h34

Jair Bolsonaro - Instagram/@jairbolsonaro
Jair Bolsonaro - Instagram/@jairbolsonaro

Jair Bolsonaro (sem partido) revelou que espera a participação de 500 mil apoiadores em um ato na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), na próxima terça-feira (7), feriado em que se comemora a Independência do Brasil. O objetivo do movimento é apoiar o presidente, defender o voto impresso e criticar o Supremo Tribunal Federal (STF).

O chefe de Estado está com grandes expectativas, isso porque o número de pessoas em manifestações na Avenida Paulista costuma ser alto. Segundo medições feitas pelo Datafolha, o evento que reuniu 500 mil manifestantes foi o protesto pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em março de 2016.

Além disso, a 'Marcha Para Jesus', também realizada na Avenida Paulista, levou 335 mil fiéis para as ruas em 2012 e, a Parada Gay, em junho do mesmo ano, com 270 mil pessoas.

Jair Bolsonaro não só incentiva, como também deve comparecer ao ato. O presidente contou que irá ao local por volta das 14h30, o mesmo horário em que está programada uma manifestação da oposição no Vale Anhangabaú, a 3 km de distância da Avenida Paulista. Além de São Paulo, o presidente também deve comparecer ao ato em Brasília pela manhã, por volta das 10h.                                          
POLÊMICO

Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou, na manhã desta quinta-feira (2), um projeto aprovado no Congresso que revoga a Lei de Segurança Nacional (LSN), criada na ditadura militar para punir opositores do regime. Contudo, o atual presidente da República vetou cinco aspectos importantes, dentre eles a tipificação do crime de "comunicação enganosa em massa" como punição de pessoas que disseminam fake news.

Vale ressaltar que o político é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das fake news por disseminar informações falsas a respeito de urnas eletrônicas, sendo que ele próprio poderia ser atingido pela mudança da lei. 

De acordo com o jornal 'O Globo', ele justificou o veto dizendo que "contrariaria o interesse público por não deixar claro qual conduta seria objeto da criminalização, se a conduta daquele que gerou a notícia ou daquele que a compartilhou (mesmo sem intenção de massificar)."

O prazo para que Bolsonaro tomasse sua decisão sobre a lei, que também estabelece crimes contra o Estado Democrático de Direito, entre os quais o golpe de estado ou impedimento das eleições, terminava na última quarta-feira (1º).

Ele também vetou o trecho que possibilitaria a partidos políticos com representação no Congresso entrarem com ações privadas contra suspeitos de cometerem os crimes na LSN. O governo alega que "a proposição contrariaria interesse público por não se mostrar razoável para o equilíbrio e a pacificação das forças políticas no Estado Democrático de Direito".

Apesar disso, o Congresso Nacional ainda pode derrubar os vetos do presidente. Isso acontece se houver maioria dos votos, tanto no Senado quanto na Câmara. Existe um prazo de trinta dias para que o Congresso decida.