AnaMaria

Coluna da Estopinha: A sociabilização dos filhotes

Na fase certa, ela funciona como uma vacina contra problemas de comportamento na vida adulta do pet

Alexandre Rossi Publicado em 26/10/2017, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Coluna da Estopinha: A sociabilização dos filhotes - Shutterstock
Coluna da Estopinha: A sociabilização dos filhotes - Shutterstock
Especialistas costumam dizer que uma sociabilização benfeita, na fase certa, funciona como uma vacina contra problemas de comportamento na vida adulta do pet. Por uma boa sociabilização entenda: expor o filhote a estímulos visuais, sonoros, olfativos, texturas, animais e pessoas diferentes, para fazê-lo associar esses estímulos a coisas bacanas. Assim, quando o pet deparar com experiências diferentes terá mais chances de encará-las de forma equilibrada, sem medo excessivo ou agressividade.
Como fazer?
Primeiro, cuidado com os riscos de contaminação, pois os filhotes estão em fase de vacinação. Para evitar o perigo, leve-os no colo ou numa caixa de transporte. Quando alguém quiser interagir com eles, deve usar álcool gel nas mãos. Além disso, é importante mostrar objetos que farão parte da vida do filhote de forma a permitir que não sejam assustadores: aspirador de pó, secador de cabelo, guarda-chuvas... Enfim, tudo que seja diferente e possa ser entendido como ameaça. Devemos expô-los a sons de fogos e trovões, associando esses barulhos a petiscos, brincadeiras e carinho. Caso perceba que está demonstrando medo diante de alguns barulhos, diminua o volume até que ele se mostre mais tranquilo.
Diferente para cães e gatos
A fase de sociabilização é um período onde o cérebro dos pets está propício a assimilar as experiências vivenciadas, podendo encará-las de forma tranquila ou desenvolver traumas. Por isso, essas experiências devem ser boas, saudáveis e associadas a recompensas. O tempo para agir costuma ser curto. A fase de sociabilização dos cães vai até os 3 meses de vida. A dos gatos, até os 2 meses. Portanto, não perca tempo: arregace as mangas e comece a mostrar para ele que o mundo é um lugar cheio de coisas legais!
PERGUNTA QUE A ESTOPINHA RESPONDE
"Estopinha, por que o Barthô gosta taaaanto de carinho??? As daqui de casa não gostam muito, não..."
Emerson Viana, São Paulo - SP
Tio, é que cada um tem um jeitico, né? O Barthô ama carinho porque ele é muito ansioso, gosta de estar perto dos papis o tempo todo, não gosta de ficar sozinho... Eu sou diferente, só gosto de carinho quando eu quero (risos). Se a mamis me aperta muito, corro para um cantinho para relaxar. O importante é todo mundo se respeitar.
CURIOSIDADE
Exigente
Os gatos não gostam de comer a ração deixada o dia todo no potinho. Ofereça o alimento em porções. Espalhe pequenas quantidades pela casa, em lugares altos ou escondidos, para que ele se interesse pela comida e siga seu instinto.
Alexandre Rossi é zootecnista e especialista em comportamento pet. Autor de sete livros, fundou a Cão Cidadão (caocidadao.com.br) e comanda o Pet na Pan (rádio Jovem Pan), Missão Pet (Nat Geo) e participa do É de Casa (Globo).
Envie suas sugestões e perguntas para o e-mail anamaria@maisleitor.com.br