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Conheça Florence Nightingale, a mulher por trás de um hábito de higiene que nos protege até hoje

Ela foi a enfermeira que comprovou a importância de lavar as mãos para a nossa saúde

Da Redação Publicado em 25/05/2020, às 08h00 - Atualizado em 25/06/2020, às 23h14

'Conheça Florence Nightingale, a mulher por trás de um hábito de higiene que nos protege até hoje - Creative Commons
'Conheça Florence Nightingale, a mulher por trás de um hábito de higiene que nos protege até hoje - Creative Commons

A importância de lavar bem as mãos, manter a casa limpa e arejada nunca foi tão disseminada pelo mundo quanto no período da pandemia do Coronavírus.

Estes hábitos de higiene, que podem proteger contra a transmissão da doença, surgiram há centenas de anos com a ajuda da enfermeira britânica Florence Nightingale, de acordo com um levantamento realizado pelo 'Aventuras na História'. 

Ainda na década de 1860, a enfermeira assegurava a importância dos profissionais da saúde manterem as mãos sempre limpas e chegou a implementar a prática no dia-a-dia do hospital do exército britânico durante a Guerra da Crimeia. 

"Toda enfermeira deve ter o cuidado de lavar as mãos com muita frequência durante o dia. Se o rosto dela também, tanto melhor”, afirmou em seu livro 'Notes on Nursing'. 

Mas não foi somente essa herança que Nightingale deixou. A enfermeira, assim como tantos outros profissionais da sua época, compreendia os lares como os locais essenciais para a prevenção e contaminação das mais variadas doenças. 

Por esse motivo, ela indicava que as pessoas tomassem o máximo de cuidado com a higiene do lar, sugerindo que evitassem poeira e fumaça, além de abrirem as janelas, possibilitando a entrada de ar fresco e luz. 

Nightingale afirmava que a mobília da casa sempre deveria estar limpa e era necessário dar atenção especial aos cantos e frestas, já que, segundo ela, as partículas de poeira "poluem o ar da mesma maneira que se houvesse um monte de esterco no porão". 

A profissional também tinha uma visão mais avançada dos cuidados com a saúde mental e prevenção de vícios, Por variadas vezes, sugeria que os soldados lessem, socializassem e escrevessem, para que não acabassem caindo no tédio ou alcoolismo. 

Muito além de deixar informações importantes para a posteridade, a britânica conquistou grandes marcos durante a sua trajetória. Em 1858, ela se tornou a primeira mulher a ser admitida no London Statistical Society, após criar diagramas que comprovavam que mais soldados eram mortos por doenças do que por feridas de batalhas.