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Conheça 'Proprietárias', obra de Elisa Tawil que aborda a ascensão da liderança feminina

A ascensão da liderança feminina é um assunto cada vez mais necessário

Da Redação Publicado em 12/02/2022, às 15h00

Livro de Elisa Tawil discute a liderança feminina no setor imobiliário - Pixabay
Livro de Elisa Tawil discute a liderança feminina no setor imobiliário - Pixabay

A importância do patrimônio

Pensar no futuro e planejar a independência financeira por meio da construção de um patrimônio é possibilitar a escolha sobre como, onde e por que investir e qual legado se pretende deixar. Quando a mulher percebe que não precisa mais figurar como coadjuvante do homem e que é dona de suas esco-
lhas, passa a valorizar aquilo que ela própria faz. Quando constrói seu patrimônio, vislumbra não só a independência financeira, como também a independência de vida.

Historicamente, sempre tivemos a percepção de que o dinheiro da mulher vale menos, graças principalmente ao gender pay gap, a diferença salarial em que a mulher ganha, em média, apenas 75% do salário do homem. Essa percepção é uma realidade que precisamos encarar. A diferença salarial entre mulheres e homens “é tão grande que levará 202 anos para ser completamente sanada”, segundo o Fórum Econômico Mundial (FEM).


Quantas vezes ouvimos que uma mulher está trabalhando para comprar “suas coisas extras” ou
pagar pelo cabeleireiro? É como se o dinheiro da mulher fosse menos relevante. Entretanto, à me-
dida que colocamos essa mulherna figura de investidora e construtora do seu patrimônio, elapassa a perceber que seu dinheiro tem o mesmo peso e a mesma importância que o dinheiro do homem.

Não quero dizer com isso que gastar com um cabeleireiro seja algo supérfluo ou fútil, pois cada uma faz suas escolhas, mas, quando estamos conscientes dessa percepção, conseguimos construir um entendimento de que o dinheiro também trabalha na equidade e tem o mesmo peso e a mesma medida – ou até mais valor, considerando que as mulheres têm uma jornada múltipla de traba-
lho e precisam fazer um esforço extra para conseguir conquistar a remuneração no final do período.

Essa valorização das nossas escolhas é um ganho histórico que deve ser trazido para a consciência,pois muitas vezes fica no inconsciente e passa despercebido. Por exemplo, quando falamos “ah, voucomprar um sapato porque eu mereço, é meu dinheiro suado que eu dei duro para conquistar”, será que estamos falando isso de forma consciente? Será que estamos mesmo incorporando os nossos ganhos?


Em abril de 2020, entrevistei para o meu podcast (Vieses Femininos) a planejadora financeira e consul-
tora de investimentos Viviane Ferreira, que fez uma campanha muito interessante chamada “Não compre sapatos, faça investimentos”. Na pesquisa que ela apresentou, a grande maioria das mulheres demonstrou comprar mais sapatos do que o necessário, quando poderia aplicar esse dinheiro como uma das estratégias para alcançar a independência financeira ou uma vida mais equilibrada.
[...]


A cultura dos investimentos é algo que nós, mulheres, acabamos não adquirindo, porque em geral não falamos de dinheiro, uma vez que esta palavra não chegava ao vocabulário feminino, do mesmo jeito que patrimônio também não. Se o patrimônio não chegava – e o patrimônio está muito ligado a essa ideia de construção, de tijolo –, por associação entendemos que a mulher também não chegava a esses espaços.

Portanto, agora precisamos desconstruir esse caminho e trazer as mulheres para falar sobre os bens que envolvam também tijolos...

“A cultura dos investimentos é algo que acabamos não adquirindo, porque não falamos de dinheiro, uma vez que a palavra não chegava ao vocabulário feminino”

Proprietárias - A ascensão da liderança
feminina no setor imobiliário
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