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Crônica da Xênia: Nada se cria, tudo se copia

Xuxa não se encontrou no palco: isso anda comprometendo o ritmo de seu programa

Redação Publicado em 05/11/2015, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

xenia 993 - Graça Paes
xenia 993 - Graça Paes
Recebi um recado da turma da redação sugerindo que eu desse uma olhada no programa da Xuxa na TV Record, pois as leitoras queriam saber a minha opinião. Pois bem, acabei de assistir, não todo o programa, mas uma boa parte. Não vou me deter ao conteúdo, mas sim à Xuxa. Acho que a conheço desde o começo do mundo, quando ela era uma menina e andava na garupa da moto de Sérgio Mallandro. Ainda me lembro de uma foto magnífica da extinta revista Manchete: Xuxa de biquíni, deitada no chão e segurando as pernas de Pelé, que vestia uma sunga branca. Um arraso! A partir daí, ela começou a aparecer até ganhar um programa só seu na também extinta TV Manchete. 
Conheceu a Marlene Mattos, foi contratada pela Globo, se transformou em um imenso fenômeno e virou o Peter Pan: parou de crescer emocionalmente. O que vi hoje é uma mulher de 52 anos e que ainda não sabe quem é. Está se transformando em um genérico de Ellen DeGeneres, apresentadora americana que assume publicamente que é gay. É incrível a insegurança da Xuxa, a incapacidade de manter um ritmo. Seu vocabulário se resume a “galera” e “cara”. Por conta disso, fica monótono: coisa que é mortal para um programa-show. Auditório ensaiado que é também um porre. Ê, como falta imaginação para as produções! Todo mundo copia todo mundo, não tem nada de novo para apresentar. E, desculpem o mau jeito, mas Xuxa não tem talento para apresentar um programa adulto. Quer saber? Abafe os ressentimentos e chame depressinha a Marlene Mattos. Ela que inventou o robô, ela que dê corda!








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