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Fabiula Nascimento fala sobre namoro com Emilio Dantas e confessa se perdoaria traição

Fabiula Nascimento abre o jogo sobre traição e seu relacionamento com Emilio Dantas

André Romano Publicado em 02/11/2019, às 08h30

Fabiula Nascimento está no ar em 'Bom Sucesso' como Nana - TV Globo/João Cotta
Fabiula Nascimento está no ar em 'Bom Sucesso' como Nana - TV Globo/João Cotta

Fabiula Nascimento sabe cuidar da casa, cortar cabelo, cozinhar, criar produtos naturais... Mas se realiza mesmo nas artes. 

Sorte a nossa que, há 23 anos, a vemos nos palcos, telas... E, cá entre nós, seria um desperdício de talento se fosse diferente. Hoje, ela é a Mariana de ‘Bom Sucesso’, novela das 19h da Rede Globo. 

À AnaMaria, a atriz falou sobre a personagem, confessou que, sim, perdoaria uma traição e reforçou a parceria com o namorado, Emilio Dantas.

QUEM É A MARIANA DE ‘BOM SUCESSO’? 
Uma mulher workaholic e extremamente profissional. Ela toma conta de uma família inteira e dos negócios da família, a Editora Prado Monteiro, onde é a executiva, cérebro daquele lugar. O pai, Alberto [Antonio Fagundes], descobre que só tem mais alguns meses de vida e Mariana, desde a morte da mãe, vem assumindo o lugar de empresária, dona de casa, mãe e filha desse pai. Fazendo das tripas coração para a família e a empresa darem certo.

E O MARCOS (ROMULO ESTRELA)? 
O irmão é irresponsável, um bon vivant, larga tudo e vai embora, desiste dos negócios e segue o sonho: ser livre e fazer o que bem entende. Ele é parecido com o pai. Os dois não concordam um com o outro, mas são parecidos. Então, sobra tudo para a Mariana, que é perfeccionista, apaixonada pela editora e está disposta a tudo para salvá-la. Tem um desejo de ampliar a linha editorial, trazer livros mais comerciais. Isso seria uma ótima ideia para a editora, mas o pai é contra.

COMO TRABALHOU PARA COMPOR A PERSONAGEM? 
Como sempre, fui atrás de uma amigona, a Raphaela Leite, que há anos me ajuda a compor personagens por meio de filmes. Ela tem um conhecimento absurdo de cinema e fizemos uma seleção com obras de mulheres fortes, elegantes e com conflitos familiares. Nessa lista: A Malvada, Elle, Toni Erdmann, A Chama Que Não Se Apaga. Com todas essas ferramentas, começamos as atividades com os preparadores e pude experimentar tudo o que pesquisei. Tentei mudar os registros de corpo e voz que o público está acostumado a ver. Espero entregar um bonito trabalho.

POR SER EXIGENTE COM O TRABALHO, MARIANA É ARROGANTE? 
Um pouco. Todo arrogante, na verdade, é um inseguro. Acho que a Mariana não é boa nem má. Ela é humana, tem sombra e luz. Tudo o que ela faz é compreensível. De repente, chega uma mulher linda, que num passado próximo a atacou em uma loja, rasgando seu vestido e, de uma hora para outra, essa mulher vira a acompanhante do pai. Mariana teve os piores pensamentos. Em seguida, descobre que o irmão teve um caso com ela. Qualquer pessoa cega de amor pela família ficaria assustada. E Paloma vai virando uma espécie de filha do Alberto, uma relação que Mariana não tem com o pai: cumplicidade e amizade. Mas, acredito eu, minha personagem é incapaz de fazer maldade.

ELA É APAIXONADA PELO MARIDO, O DIOGO (ARMANDO BABAIOFF)? 
Ela se casou com ele num momento de fragilidade. Vive um casamento aparentemente seguro. Ela não tem motivo e tempo para ficar com ciúme. A Mariana está com ele porque, além de ser um cara que a acolheu quando a mãe morreu, a acolhe sempre, coisa que o pai e o irmão não fazem. É um registro de que está tudo bem, de que ela está casada com um homem que está ao lado quando precisa. Mas não passa pela cabeça dela que o Diogo é o grande vilão.

A ASSISTENTE PESSOAL DA NANA, A GISELE (SHERON MENEZZES), É AMANTE DO DIOGO. COMO A PERSONAGEM VAI DESCOBRIR ESSA TRAIÇÃO? 
Não tenho a mínima ideia. Mas tenho medo da reação dela quando descobrir.

A NANA PREFERE FINGIR NÃO ENXERGAR ESSA SITUAÇÃO? 
Ela não enxerga. Para ela está tudo bem, não tem um monstro ao seu lado, tem um parceiro. Diogo não apresenta um comportamento machista, desses de fácil identificação. Ele é pior, machista manipulador com traços de psicopatia. A Gisele trabalha para ela, é competentíssima. E outra, quando não tem ciúme e não vive um relacionamento que te causa insegurança ou castração, você não investiga.

DIOGO É UM PSICOPATA. VOCÊ PESQUISOU SOBRE A PSICOPATIA PARA COMPOR A PERSONAGEM? 
Nem fui para esse lugar, para Nana, será uma surpresa descobrir que tem um marido demônio louco. Ela é muito autocentrada, isso facilita também, e tem milhões de relações: com a filha, marido, irmão, funcionários, editores, pai. Nunca tive um pai em uma novela. É a primeira vez que tenho uma família, que não seja só irmão ou irmã, filhos ou sobrinhos. É uma relação paterna, então, abre outros caminhos de comunicação e sentimento, é bem diferente. 

VOCÊ PERDOARIA UMA TRAIÇÃO? 
Superperdoaria. O perdão é um dos sentimentos mais nobres. Nada que uma boa conversa não resolva. Acredito, as relações de amor, seja entre amigos ou marital, são muito maiores. Acho que cada um tem seu contrato na vida. Só as pessoas que estão dentro da relação sabem. Então, dependendo de tudo e da conversa, é óbvio que sim. Já no caso do Diogo, que vai além da traição, esse eu preciso pensar melhor... [risos].

A NANA IRÁ SE TRANSFORMAR DURANTE O DECORRER DA TRAMA? 
Eu espero que sim. Torço muito para ela enxergar o mundo com outros olhos, voltar a ser a menina que já foi no passado. O Mário, personagem do Lucio Mauro Filho, terá um papel fundamental nessa mudança dela. Como atriz, desejo muito esse giro. Estou bem feliz, é um novo trajeto na profissão. 

APESAR DAS HISTÓRIAS DIFERENTES, A NANA TEM UM LADO FORTE COMO A CACAU, DE SEGUNDO SOL (2018), NÉ? 
Sou uma mulher forte, essa é uma característica minha. Sempre que pensam em mim para uma personagem, ela é porreta. E, se você pensar, não existe mulher fraca.

COMO É A PARCERIA COM A GRAZI MASSAFERA, QUE FAZ A PALOMA? 
A Grazi é uma parceirona. Superesforçada, talentosa, que vem junto, troca ideal. Para mim, as coisas mais importantes que tem no ator é generosidade e jogo, e ela tem.

E CONTRACENAR COM O FAGUNDES? 
É como se eu tivesse visto o meu pai envelhecer, né? Porque desde Vale Tudo acompanho o trabalho do Fagundes. Hoje, estou trocando experiência com ele. É sensacional! Uma honra.

‘BOM SUCESSO’ TRAZ UMA RELAÇÃO FORTE COM A LITERATURA. INCLUSIVE, A BIBLIOTECA DA TRAMA É REAL. COMO É MERGULHAR NESSE UNIVERSO? VOCÊ ESTÁ LENDO ALGUM LIVRO NO MOMENTO? 
A gente pega um livro, lê e depois devolve. Essa vai ser a brincadeira durante as gravações. Agora estou lendo o livro da Adriana Calcanhoto, ‘Saga Lusa’.

A NOVELA VAI REFORÇAR A IMPORT NCIA DA LEITURA NOS TELESPECTADORES? 
Temos força e desejo de um país mais culto, com educação. Para onde vou, levo um livro. Já deixei no metrô, em outros lugares. Na Globo, temos vários canos onde deixamos e pegamos livros.

SEMPRE GOSTOU DE LER? 
Não fui uma criança incentivada a ler. Tomei gosto no teatro, com 17 anos. Iniciei a ler tarde. Queria ter começado antes. O presente dos filhos pequenos para meus amigos é livro. No final do ano, trocamos livros para evitar o consumo desenfreado de coisas e embalagens. Precisamos tomar consciência ou em 30 anos acabou tudo, não terá mais ninguém. Espero que as pessoas apreciem e tenham vontade de ler, dos clássicos aos youtubers.

A NOVELA REFLETE SOBRE A MORTE. JÁ PAROU PARA PENSAR NO ASSUNTO? 
Não, jamais! Para quê? Ela vai chegar para todos. Só espero que eu consiga realizar um monte de coisa legal para ir em paz.

COMO CONCILIA AS GRAVAÇÕES COM A VIDA PESSOAL E O QUE MAIS GOSTA DE FAZER QUANDO NÃO ESTÁ TRABALHANDO? 
Tempo é uma questão de preferência e a damos para aquilo que amamos. Adoro estar em casa, curtindo a família e os amigos. Sempre faço um compromisso que dê para ligar tudo na minha casa ou na casa dos amigos, um cinema... Essa personagem tem um grande volume de trabalho. Agora já estou conseguindo ter mais tempo, equalizar os horários de trabalho com os momentos de folga.

TEM PROJETOS DEFINIDOS PARALELOS A ‘BOM SUCESSO’? 
Estou nos filmes ‘Morto Não Fala’ e ‘Pluf’, que a Rosane Svartman autora da novela, dirigiu. Tem também a quarta temporada de Sessão de Terapia, no Globoplay, com direção de Selton Mello.

QUAL O MAIOR ENSINAMENTO QUE APRENDEU AO LONGO DA CARREIRA? 
São 23 anos de carreira e aprendo diariamente. Cada personagem me ensina algo, me transporta para um novo universo, me abre e aguça minha curiosidade. Acho que, por isso, não paro de trabalhar, porque o meu trabalho é realmente a minha vida. Até faria outra coisa porque ficar desempregada, jamais! Sou boa em muitas coisas, administro uma casa que é uma beleza, faço comida bem, sei cortar cabelos, fazer produtos naturais, não tenho medo de nada. Mas é um prazer ser uma profissional da arte, do teatro, da fala e da comunicação.

A EULÁLIA DE VELHO CHICO (2016) É UMA PERSONAGEM EMBLEMÁTICA. COMO FOI PARTICIPAR DESSA TRAMA? 
Transformador. Um momento especial. 

O EMILIO DANTAS VEM ACOMPANHANDO A CONSTRUÇÃO DESSE SEU NOVO TRABALHO? VOCÊS TROCAM DICAS? 
Pode ser um roteiro de dez páginas ou uma novela de 200 capítulos, sempre juntos.