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Flávio Bolsonaro atribui criação do Pix ao governo do pai; internautas desmentem

O serviço foi desenvolvido no governo de Michel Temer (MDB)

Da Redação Publicado em 10/06/2022, às 15h00

Usuários do Twitter desmentiram a afirmação de Flávio Bolsonaro - Reprodução/Instagram
Usuários do Twitter desmentiram a afirmação de Flávio Bolsonaro - Reprodução/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL) disse, através de suas redes sociais, que seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL), foi o responsável pela criação do pagamento instantâneo (Pix). A notícia, no entanto, é falsa.

De acordo com o UOL, o projeto de criação do Pix começou em 2018, no governo Michel Temer (MDB), e foi desenvolvido junto com servidores do Banco Central. A inspiração surgiu a partir de outro modelo usado nos Estados Unidos, o Zelle, da fintech Early Warning Services.

No Twitter, internautas desmentiram a publicação do senador, trazendo reportagens que mostravam as origens do Pix.

Questionado pelo UOL, o Banco Central informou: "As especificações, o desenvolvimento do sistema e a construção da marca se deram entre 2019 e 2020. A agenda evolutiva do Pix é permanente e prevê o lançamento de diversas novas funcionalidades, a serem entregues nos vários anos à frente".

ATRÁS NAS PESQUISAS

A corretora XP Investimentos suspendeu a publicação de uma pesquisa de intenção de voto após receber ataques de bolsonaristas e sofrer com fechamento de contas, segundo informações publicadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira (9).

Últimas enquetes mostravam Lula (PT) com ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL). Inclusive, em uma pesquisa que questionava aos eleitores quem eles consideravam o candidato mais honesto, 35% respondeu que considerava o petista mais honesto que o atual presidente.

Isso agravou os ataques à XP Investimentos, que cancelou a publicação no levantamento mais recente que seria divulgado nesta sexta-feira (10). Para tentar amenizar a situação, a corretora decidiu passar a divulgar as pesquisas mensalmente, e não mais semanalmente.

Em nota, a XP Investimentos reforçou que a pesquisa não será cancelada e só ampliará sua periodicidade para ter um “número de entrevistas ampliado em relação aos levantamentos anteriores, oferecendo uma ferramenta ainda mais ampla para que os investidores compreendam o cenário eleitoral e seus impactos no mercado”.

A colunista informou que os ataques são feitos pelas redes sociais, e que até mesmo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos filhos do presidente, chegou a ironizar as pesquisas.

Além disso, houve uma espécie de boicote à corretora. Isso porque muitas pessoas que apoiam o atual governo retiraram seus investimentos ou fecharam suas contas na XP, principalmente clientes relacionados ao agronegócio. Alguns acionistas da corretora têm questionado as pesquisas internamente.

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