AnaMaria

Glória Perez descobre que assassina da filha está no meio artístico: ''Criminosa sem limites''

Paula Thomaz, esposa de Guilherme de Pádua na época, atuou na morte de Daniella Perez

Da Redação Publicado em 10/11/2020, às 17h07 - Atualizado em 03/03/2021, às 11h18

Glória Perez, autora da novela 'A Força do Querer' - Globo/João Cotta
Glória Perez, autora da novela 'A Força do Querer' - Globo/João Cotta

Glória Perez se revoltou com a notícia que revelou o paradeiro de Paula Thomaz, envolvida no assassinato de Daniella Perez em 1992. Após a colunista Fábia Oliveira, do jornal 'O Dia', publicar as informações, ela foi às redes sociais comentar o assunto.

"Essa criminosa não tem limites. Não preservou o filho que estava na barriga, quando se fez assassina, e não preserva a filha de um meio onde terá sempre como referência ser a filha de uma assassina”, escreveu Perez no Facebook, na última segunda-feira (9).

(Foto:Reprodução/Facebook)

Condenada pelo crime nos anos 1990, Thomas se casou novamente e mudou de nome. Ela foi reconhecida recentemente em um shopping na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ), enquanto passeava com a filha de 5 anos.

De acordo com a jornalista, a menina faz parte do casting de uma agência de modelos mirins para ingressar no ramo artístico. A pequena inclusive participou de algumas peças comerciais e lojas infantis.

ATUALIZAÇÃO DA NOTA (FEITA EM 01/03/2021)
A mesma Fábia Oliveira, colunista do jornal O Dia, divulgou em 25 de fevereiro que Glória Perez está sendo acusada pelos crimes de ameaça e difamação por Paula Thomaz. A mulher foi condenada e cumpriu pena pelo homicídio da filha da autora de novelas, em 1992, ao lado de seu ex-marido, o então ator Guilherme de Pádua.

Os advogados da ex-mulher de Guilherme de Pádua procuraram AnaMaria Digital em 1º de março para falar do assunto por meio de uma nota oficial. Eles, que defendem a filha de 5 anos da ex-atriz, rechaçaram as notícias sobre o inquérito policial que apura ameaças de morte contra a criança, cujo nome não será mencionado, uma vez que o caso tramita em segredo de Justiça e por violar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

"Primeiro, causa-nos estranheza a divulgação de informações de um inquérito que corre sobre segredo de Justiça, por tratar-se de fato praticado contra criança e adolescente", afirmou o advogado Carlos Nicodemos, do escritório Nicodemos & Nederstigt Advogados Associados. Na sequência, revelaram que os filhos de Paula tem sofrido ameaças e agressões.

"E que tem gerado profundo estado de vulnerabilidade em relação à convivência familiar, ao exercício do direito a educação e que tem gerado abalo psicológico para toda a família, por conta das matérias e das agressões que os filhos vêm sofrendo nas redes sociais diante da mobilização da jornalista e da Gloria Perez", prosseguiu ele.

SEM INDENIZAÇÃO
A nota diz ainda que, em novembro do ano passado, foi noticiado que Paula Peixoto estaria investindo na carreira de atriz da criança, levando a uma série de ataques e ameaças de morte a mãe e filha por meio das redes sociais e WhatsApp. 

"Na ocasião, a autora de novelas Gloria Perez postou uma mensagem, criticando a ex-atriz, o que provocou uma série de ataques. A respeito de algumas especulações noticiadas na internet, Paula Peixoto não pretende pedir nenhuma indenização a autora de novelas", diz o comunicado.

O objetivo dela, segundo os advogados, é apenas proteger a filha de 5 anos e descobrir a autoria das ameaças de morte contra ela e a criança, numa ação que eles consideram supostamente orquestrada. "A menina não pode pagar pelo passado da mãe. Não se pode direcionar a ela o ódio que se tem em relação à mãe dela", afirmam os advogados.

Segundo o comunicado, a família da criança denunciou ao Conselho Tutelar a exposição indevida da menor por parte de Gloria Perez e requereu medidas protetivas que pudessem garantir a integridade física, psíquica e emocional da menor, de modo a garantir sua participação em sociedade. 

"Tanto o Juizado da Infância e da Juventude e o Ministério Público deveriam ser comunicados para que se apurasse eventual infração administrativa por parte de veículos noticiosos por violarem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mesmo que não tenham exposto o rosto da menina. O caso tramita em sigilo, pois a menina é menor de 18 anos", conclui a nota.