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Havan vende arroz e feijão para tentar reabrir como serviço essencial

Ainda assim, rede precisa brigar na justiça para conquistar o direito de abrir normalmente

Da Redação Publicado em 20/05/2020, às 11h00 - Atualizado em 25/06/2020, às 23h14

A Havan agora quer ser reconhecida como hipermercado - Instagram/Havan
A Havan agora quer ser reconhecida como hipermercado - Instagram/Havan

Conhecida por vender itens gerais para o lar, a rede de lojas Havan passou a vender alimentos como arroz e feijão, além de macarrão e óleo em suas prateleiras para ser considerada atividade essencial durante a pandemia do novo coronavírus. Ainda assim, a rede precisa brigar na justiça conquistar o direito de abrir normalmente.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, funcionários da Havan contaram que esses itens entraram no portifólio da loja há cerca de duas semanas, já em meio à pandemia e com a determinação do fechamento de serviços não essenciais.

Além da inclusão de alimentos da cesta básica em seu portfólio, a estratégia da empresa para se manter operando, enquanto estados e municípios decretam distanciamento, inclui ações judiciais e protestos de funcionários nas portas de prefeituras.

CONTINUA FUNCIONANDO

A ideia da Havan, levada aos tribunais, é mostrar que trata-se de um hipermercado, e não uma loja de departamentos. Exatamente por isso, deveria ser considerada serviço essencial.

Ainda de acordo com o jornal, de todas as 143 lojas da rede, apenas 16 estão fechadas. A maioria das lojas abertas concentram-se nos estados de Santa Catarina e Paraná, que flexibilizaram a abertura de determinados setores do comércio.

Luciano Hang, dono da Havan, é um notório apoiador do presidente Jair Bolsonaro, ele próprio contra o fechamento do comércio, apesar das recomendações da Organização Mundial da Saúde.