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Jair Bolsonaro passa a ser investigado pela Polícia Federal

Suspeita de envolvimento com milícias digitais faz Bolsonaro ser alvo da PF

Da Redação Publicado em 10/02/2022, às 13h49

Presidente Bolsonaro é investigado pela PF - Inatagram/ @jairmessiasbolsonaro
Presidente Bolsonaro é investigado pela PF - Inatagram/ @jairmessiasbolsonaro

Jair Bolsonaro (PL) passou a ser investigado pela Polícia Federal em caso que envolve sua aliança com milícias digitais e possíveis ataques às instituições democráticas. As novas investigações foram abertas após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de Jair Bolsonaro compartilhar, durante uma live, provas de outras investigações que corriam contra ele.

Com  mais esse inquérito, o presidente passa a ter um total de sete deles em tramitação envolvendo seu nome. A investigação contra o chefe do Executivo já levantava suspeitas de que seus apoiadores disseminavam notícias falsas nas redes sociais.

Serão usadas, ainda, provas de outras investigações para constatar a responsabilidade e envolvimento do presidente nos crimes. Entre os casos que tramitam no STF, estão a de prevaricação na vacina (Covaxin), fake news e o fato de relacionar a vacina do Covid-19 com a Aids, além de vazamentos sigilosos de documentos.

ENTENDA

As investigações começaram a se afunilar após a Polícia Federal acusar o presidente Bolsonaro  de ter cometido crime, pois ele divulgou documentos considerados sigilosos de uma investigação sobre ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 29 de julho de 2021. 

A PF ainda comparou a forma em que o presidente agiu com os das milícias digitais. “As provas obtidas na investigação, atribuindo crimes a Bolsonaro e outros personagens, corroboram a ideia de articulação de um grupo maior de pessoas cuja atuação se insere em contexto mais amplo, tratado no Inquérito nº 4874 (milícias digitais)", escreveu a PF.

Foi através destas suspeitas que a Polícia Federal, pediu ao ministro Alexandre de Moraes o compartilhamento das provas obtidas na investigação do vazamento do inquérito das milícias digitais. O ministro, atendendo ao pedido da PF, autorizou na última terça-feira (8) o compartilhamento, reconhecendo inclusive uma similaridade entre os fatos.  

"Verifico a pertinência do requerimento da autoridade policial, notadamente em razão da identidade de agentes investigados nestes autos e da semelhança do modus operandi das condutas aqui analisadas com as apuradas nos Inquéritos 4.874/DF (milícias digitais) e 4.888/DF (suposto crime detectado na CPI da Covid) ambos de minha relatoria".

A PF já havia apontado envolvimento de Bolsonaro com uma organização criminosa digital, criada para cometer ataques contra a democracia, e que o presidente já havia divulgado fake news em sua live do dia 29 de julho.

A Procuradoria Geral da República (PGR) também concordou que havia indícios de que foram utilizados os mesmos mecanismos de propagação de notícias falsas nas redes sociais utilizadas pelos grupos investigados.

Vale lembrar que, no retorno do TSE ao trabalho, o presidente da corte, Luís Roberto Barroso, fez duras críticas ao chefe do Executivo e apontou ligação entre os ataques das milícias e o presidente Bolsonaro. “ Sempre lembrando que informações sigilosas que foram fornecidas à Polícia Federal para auxiliar uma investigação foram vazadas pelo próprio presidente da República em redes sociais, divulgando dados que auxiliam milícias digitais e hackers de todo o mundo que queiram tentar invadir nossos equipamentos. O presidente da República vazou a estrutura interna da TI do TSE — Asseverou Barroso.

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